O Flamengo submete ao Conselho Deliberativo nesta terça-feira uma reforma estatutária para blindar o modelo de gestão profissional, separando definitivamente decisões políticas da execução administrativa cotidiana.
O Clube de Regatas do Flamengo vive um momento decisivo para o seu futuro institucional. Nesta terça-feira (15), o Conselho Deliberativo (CODE) se reúne para votar uma reforma estatutária que visa oficializar o modelo de gestão profissional, transformando em norma permanente uma prática que já vem sendo testada pela diretoria atual nos últimos 18 meses.
O movimento busca adequar a estrutura interna à realidade de um clube que ultrapassou a marca de R$ 2 bilhões em receitas anuais. A proposta é clara: garantir que a excelência administrativa não seja uma opção de gestão, mas um dever estatutário que independe de quem estiver ocupando a presidência do Rubro-Negro.
A estrutura do profissionalismo
O projeto, que tem como base estudos conduzidos por Luiz Eduardo Baptista, o Bap, estabelece uma divisão rigorosa entre governança e execução. Com a mudança, o dia a dia do clube passa a ser gerido por uma Diretoria Profissional, composta por executivos selecionados através de critérios técnicos e não políticos.
A Equipe M360 avaliou:
“A premissa central desta reforma é separar definitivamente quem define os rumos estratégicos de quem cuida da operação cotidiana. Dessa forma, garantimos que o clube funcione como uma empresa de elite, com metas claras e execução técnica independente.”
Papel dos conselhos
Sob o novo regime, um Conselho Gestor (COGE) será responsável por monitorar indicadores de desempenho e riscos, mantendo a supervisão sem intervir diretamente nas decisões operacionais. A estrutura prevê figuras centrais, como o Diretor-Geral e o Diretor de Futebol, cujas atribuições serão voltadas exclusivamente para a eficiência dos resultados.
Vale ressaltar que a alteração não converte o Flamengo em uma SAF. O clube mantém seu estatuto de associação civil, preservando as estruturas democráticas, o peso das decisões do CODE e a integridade das funções de fiscalização interna.
Construção coletiva
O texto levado à votação é resultado de um processo amplo de consulta. A Comissão Permanente de Estatuto analisou 98 sugestões enviadas por associados, consolidando cerca de 75% delas em 15 blocos de emendas. Esse esforço conjunto demonstra uma tentativa de consenso para modernizar o Mais Querido.
A aprovação desta reforma representa um passo estratégico fundamental para o Flamengo. Ao formalizar essa separação, o clube se blinda contra ingerências políticas em pastas vitais e assegura que, nos próximos anos, a governança siga um padrão rigoroso de gestão, essencial para sustentar a competitividade do elenco e a saúde financeira da instituição no cenário esportivo brasileiro.











