Flamengo rejeita alta pedida salarial de Thiago Almada por risco de desequilíbrio no elenco, redirecionando o foco no mercado para Luiz Henrique.
O mercado da bola segue agitado e o Flamengo se viu diante de uma decisão crucial em suas recentes movimentações. Após intensas negociações, o meia Thiago Almada, um dos alvos da equipe carioca, acabou optando por fechar com o River Plate da Argentina, frustrando as expectativas rubro-negras de tê-lo no elenco.
A desistência do Flamengo da contratação, no entanto, não se deu por falta de interesse no talento do jogador. Informações de bastidores revelam que a diretoria do clube vetou a continuidade das tratativas devido à pedida salarial elevada de Almada, que ultrapassava de forma significativa os padrões remuneratórios dos atletas de ponta do elenco, levantando preocupações sobre a manutenção do equilíbrio interno do vestiário.
Valores astronômicos pesam na decisão
A Equipe M360 apurou que o meia-atacante Thiago Almada solicitou vencimentos anuais líquidos de 6 milhões de euros, montante que, convertido para a moeda nacional, superaria a marca de R$ 2,9 milhões mensais. Esta cifra expressiva, antes mesmo dos impostos, representava um valor que, na avaliação interna do Flamengo, poderia criar uma disparidade salarial prejudicial à harmonia do grupo.
O diretor de futebol do clube, José Boto, esteve pessoalmente na Argentina para dialogar com o estafe de Almada, momento em que formalizou a decisão de não elevar a proposta. A recusa reforça a postura da diretoria em manter uma política salarial alinhada à realidade financeira e à coesão do vestiário, evitando conflitos internos.
Foco agora se volta para Luiz Henrique
Com o capítulo Almada encerrado, o Flamengo já direcionou seu olhar para outro nome de peso no mercado da bola: o atacante Luiz Henrique, que atualmente defende o Zenit da Rússia. A diretoria intensifica os trabalhos nos bastidores para viabilizar a chegada do jogador, que se tornaria um reforço de peso para a equipe.
Embora o prazo para inscrições na fase de oitavas de final da Libertadores se encerre em 7 de agosto, o clube carioca demonstra confiança no potencial do elenco atual para enfrentar o Cruzeiro.
A prioridade permanece em realizar contratações estratégicas que complementem o time sem desequilibrar o orçamento previamente estabelecido, já que a janela de transferências se estende até 11 de setembro.
Rigidez nas negociações diante de pressões
O cenário das transferências é frequentemente marcado por tentativas de intermediários em inflacionar os valores das transações. Contudo, a diretoria do Flamengo tem mantido uma postura inabalável e firme nas negociações.
Assim como nas conversas por Almada, o clube não cede a pressões por cifras excessivamente elevadas, seja para Luiz Henrique ou qualquer outro potencial reforço, garantindo a sustentabilidade de sua gestão.
A decisão de não prosseguir com a contratação de Thiago Almada por questões salariais e de equilíbrio de elenco sublinha a estratégia do Flamengo de priorizar a saúde financeira e a harmonia do grupo. O clube demonstra que, mesmo diante da necessidade de reforços, não abrirá mão de seus princípios de gestão e planejamento estratégico.
Agora, com a mira em Luiz Henrique e com a janela de transferências aberta até 11 de setembro, o Rubro-Negro segue buscando nomes que possam agregar valor técnico ao time, sempre com a cautela e a responsabilidade que marcam sua administração no mercado da bola, visando o sucesso nas competições importantes da temporada.















