O Flamengo encabeça o ranking nacional de valores de uniformes oficiais. A versão de jogo do Manto Sagrado custa R$ 799,99, liderando o levantamento entre os clubes da Série A.
O mercado de licenciamento de produtos esportivos no Brasil apresentou um dado curioso que destaca a força da marca Flamengo. Um levantamento detalhado sobre os preços praticados nas lojas oficiais dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro aponta o Rubro-Negro carioca com o uniforme mais caro do país. Atualmente, o torcedor precisa desembolsar R$ 799,99 para adquirir a peça na versão “jogador”.
Essa disparidade de preços reflete não apenas o poder de mercado das agremiações, mas também as diferentes estratégias das fornecedoras de material esportivo. Enquanto o clube da Gávea ocupa o topo da lista, equipes como o Vitória aparecem na outra extremidade do espectro, com camisas custando R$ 329,99. O abismo financeiro chega a R$ 470,00 entre os dois extremos, evidenciando as distintas faixas de público e modelos de negócios dos clubes brasileiros.
Tecnologia e custo dos uniformes
A diferença nos valores cobrados nas lojas oficiais não é aleatória. As chamadas versões “jogador” utilizam tecnologias de ponta, tecidos com alta capacidade de ventilação e cortes ergonômicos, idênticos aos utilizados pelos atletas profissionais em campo. Já as versões “torcedor” ou “estádio”, voltadas para o uso casual, priorizam o custo-benefício, mantendo a identidade visual da equipe com materiais mais acessíveis. O levantamento, conduzido pela Equipe M360, destaca que essa segmentação é essencial para atender a diferentes perfis de torcedores.
O impacto das bets no Manto
Além da questão financeira, a exposição da marca no uniforme do Flamengo passa por um momento de incerteza jurídica. A presença da Betano, patrocinadora master, está sob análise devido às novas regulamentações sobre casas de apostas no Brasil. O clube, inclusive, acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para buscar a manutenção da parceria.
A Equipe M360 avalia:
“A possível alteração nas estampas do uniforme, motivada por restrições legais, pode ser um novo capítulo na gestão das propriedades comerciais do clube, que busca proteger seu maior ativo publicitário.”
O cenário atual sugere que a valorização da marca e a qualidade tecnológica dos insumos seguirão sendo os grandes impulsionadores dos preços nas próximas temporadas. Para o torcedor, resta acompanhar se a regulação do mercado de apostas ou eventuais mudanças nas fornecedoras impactarão a etiqueta final das peças nas próximas coleções.







