O Flamengo destaca a evolução da fisioterapia esportiva no Brasil, mostrando como a ciência e a prevenção de lesões transformaram a rotina dos atletas de alto rendimento.
A evolução da medicina esportiva transformou radicalmente a rotina dos gramados brasileiros nas últimas décadas. Se antigamente o atendimento aos atletas era baseado em métodos rudimentares com bolsas de gelo e spray, hoje a fisioterapia ocupa um papel central na estrutura dos grandes clubes, ganhando visibilidade especial na data comemorativa celebrada em 13 de outubro.
No Centro de Treinamento George Helal, conhecido como Ninho do Urubu, o departamento voltado à reabilitação e cuidado físico do Flamengo conta com uma equipe especializada composta por profissionais como Márcio Puglia, Bruno Brum, Laniyan Neves, Lucas Mallet, Fernando Freitas e Roberto Tupinambá.
O volume de trabalho diário é intenso, com acompanhamento constante antes e depois de cada sessão de treinamento ou partida oficial.
A virada de chave da prevenção para a alta performance
Historicamente integrada ao esporte para acelerar processos de recuperação cirúrgica — como ocorreu no marcante episódio em que o renomado Filé recuperou o atacante Romário para a Copa do Mundo de 1990 —, a área expandiu drasticamente seu escopo de atuação.
Atualmente, a maior parte do esforço diário nos centros de treinamento é direcionada a evitar novos problemas físicos antes que eles aconteçam.
“Com o tempo os jogadores passaram a recorrer à fisioterapia também como forma de prevenção. Hoje 80% dos atendimentos diários que fazemos aqui no Ninho são com o intuito de prevenir lesões”, aponta Márcio Puglia, coordenador do setor no clube carioca.
Casos de sucesso e impacto internacional
A atuação desses especialistas vai muito além do cotidiano dos torneios nacionais, refletindo-se em recuperações expressivas e até em convocações para seleções nacionais.
Um dos marcos recentes mais celebrados no clube envolveu o atacante Bruno Henrique, que superou uma grave contusão multiligamentar no joelho aos 32 anos para retornar aos gramados em alto nível.
Outro destaque foi a atuação de Laniyan Neves junto à Seleção Uruguaia para acelerar a recuperação do meia Arrascaeta às vésperas de competições internacionais, repetindo o suporte essencial que o atleta já recebia para gerenciar dores crônicas durante as vitoriosas campanhas da Copa Libertadores da América e da Copa do Brasil.
Com o calendário do futebol cada vez mais exigente e recheado de decisões, o investimento contínuo em tecnologia e capacitação humana na área de saúde demonstra ser um diferencial competitivo indispensável.
A atuação desses profissionais garante a longevidade da carreira dos atletas e sustenta o planejamento das equipes para os desafios futuros nas principais competições do continente.











