O Estudiantes enfrenta um impasse com a Conmebol sobre a capacidade do setor visitante de seu estádio, o UNO, ameaçando o mando de campo na semifinal da Libertadores contra o Flamengo.
À medida que a expectativa pela semifinal da Copa Libertadores cresce, um detalhe crucial fora das quatro linhas adiciona tensão ao confronto entre Estudiantes, da Argentina, e Flamengo. O clube argentino, anfitrião da primeira partida agendada para 15 de outubro, ainda não tem seu estádio confirmado pela Conmebol, que mantém o local como “a confirmar” em seus registros oficiais.
O cerne da questão reside na adequação do Estádio Jorge Luis Hirschi, conhecido como UNO, às rigorosas exigências da entidade sul-americana para fases decisivas do torneio. A principal barreira é o setor destinado aos torcedores visitantes, que atualmente não atende ao número mínimo estabelecido pelo regulamento da Libertadores.
Exigências da Conmebol e a Capacidade do UNO
De acordo com o Manual de Clubes da Conmebol, estádios que sediam partidas a partir das semifinais devem ter uma capacidade mínima total de 30 mil espectadores. Além disso, o regulamento é explícito ao exigir pelo menos 4 mil lugares dedicados exclusivamente à torcida visitante. Embora o UNO, com seus 32 mil assentos, cumpra o requisito de capacidade total, seu setor para visitantes comporta apenas 2 mil torcedores, metade do exigido.
Essa lacuna regulatória obriga o Estudiantes a buscar uma solução imediata para evitar a transferência do mando de campo de um jogo tão importante. A diretoria do clube argentino já está em contato com a Conmebol e mantém diálogo com o Flamengo, que defende o cumprimento integral dos 4 mil lugares previstos.
Propostas para a Solução do Impasse
Duas possibilidades surgem como alternativas para o Estudiantes. Uma delas envolve a adaptação de outra área dentro do próprio UNO, visando expandir o espaço para os torcedores rubro-negros e, assim, atingir a quantidade mínima exigida pela Conmebol sem ter de mudar de estádio. Essa opção seria a preferencial para o clube mandante.
Outra sugestão levantada nos bastidores envolve a reciprocidade: a torcida argentina também receberia apenas 2 mil ingressos para o jogo de volta no Maracanã. No entanto, o Flamengo tem se posicionado contra essa ideia, insistindo em uma alternativa que preserve a segurança e cumpra as condições necessárias previstas pelo regulamento.
A segurança e o cumprimento das normas são inegociáveis. O Flamengo busca garantir que seus torcedores tenham acesso adequado e seguro, conforme as diretrizes da Conmebol, sem abrir mão das condições mínimas em um confronto tão decisivo.
Possíveis Cenários e o Jogo de Volta
Caso nenhuma das soluções propostas seja aprovada ou o Estudiantes não consiga se adequar, a mudança de estádio será inevitável. A imprensa argentina aponta o Cilindro de Avellaneda, casa do Racing, e La Fortaleza, do Lanús, como possíveis palcos alternativos para a semifinal.
A Conmebol, apesar de não ter estabelecido uma data limite oficial para a definição, pressiona o Estudiantes por uma resposta célere, reforçando a necessidade de cumprimento do regulamento. Enquanto isso, o segundo e decisivo confronto entre Flamengo e Estudiantes já tem local e data confirmados: 22 de outubro, no icônico Maracanã, no Rio de Janeiro.














