A nova parceria entre Jorginho e Lucas Paquetá transformou o meio-campo do Flamengo, impulsionando o time na Libertadores e oferecendo a Leonardo Jardim uma poderosa ferramenta tática.
A vitória suada do Flamengo por 1 a 0 sobre o Estudiantes, pela Libertadores, marcou mais do que a classificação rubro-negra. O segundo tempo do confronto testemunhou um momento de grande relevância tática: a estreia da dupla de volantes formada por Jorginho e Lucas Paquetá. Pela primeira vez, os talentos se uniram na mesma função, e o impacto foi imediato e notório.
Essa inédita formação com Paquetá atuando mais recuado ao lado de Jorginho elevou substancialmente o nível técnico do time. A mudança promovida pelo técnico Leonardo Jardim no Maracanã não só trouxe maior criatividade ao setor, mas também gerou mais chances de gol, reoxigenando o ataque do Flamengo em um jogo que se mostrava travado e de poucas ideias ofensivas.
A Consolidação de uma Parceria Esperada
Após um primeiro tempo brigado e com pouca inspiração, onde Jorginho dividiu o meio-campo com Evertton Araújo, a entrada de Lucas Paquetá na segunda etapa foi um divisor de águas. Cinco minutos depois da substituição, a jogada trabalhada resultou no gol salvador de Pedro, que garantiu a vitória e a liderança do grupo na Libertadores. A equipe ganhou em dinamismo e poder de fogo, desamarrando um duelo típico de mata-mata.
Histórico de Desencontros e o Momento Certo
A parceria entre Jorginho e Paquetá nesta configuração de volantes era algo inédito, apesar de ambos já terem jogado juntos em outras posições. Lesões sucessivas de ambos os atletas impediram que essa formação fosse testada antes. Quando Jorginho esteve afastado, Paquetá, em seus melhores momentos desde o retorno ao Flamengo, assumiu a função de volante. No retorno de Jorginho, foi Paquetá quem se lesionou, adiando a expectativa da torcida.
Análise do Treinador: Versatilidade em Campo
O técnico Leonardo Jardim não escondeu a satisfação com a performance da dupla e a versatilidade que ela oferece. O português avalia que a combinação de técnica de Jorginho e Paquetá é ideal para quando há mais espaço no campo, como ocorreu na etapa final contra o Estudiantes, e vê a dupla como uma carta na manga para diferentes momentos da temporada.
Com certeza eu vejo eles juntos. O Estudiantes baixou a pressão, com isso tivemos mais espaço para jogar e, tendo mais espaço para jogar, não há nada como ter dois jogadores com a técnica de Jorginho e Paquetá. O primeiro tempo foi mais físico, com mais duelos, competimos com o Evertton. O importante é o treinador ter diferentes jogadores para diferentes situações. Claro que é uma dupla que, em alguns jogos, pode jogar junta.
O Paquetá pode ser segundo volante, pode ser um terceiro homem como quando jogamos contra o Cusco, jogamos com um tripé no meio. Hoje eu precisava de uma pressão mais alta. O importante é ter soluções, e o Paquetá faz isso. Pode jogar por fora, como 10, como 8… Mas temos também o Jorginho, podem dividir funções. Vamos dar respostas conforme as nossas necessidades.
Liderança e Confiança no Meio-Campo
Além da qualidade técnica indiscutível, Jorginho e Paquetá se destacam pela liderança em campo. O camisa 21, por exemplo, demonstrou sua capacidade de organização ao orientar o time durante uma pausa da partida contra o Estudiantes. Ambos atuam como extensões do pensamento do treinador, auxiliando na organização tática e na transmissão de confiança aos companheiros, o que é crucial em momentos decisivos. O próprio Jorginho destacou a importância do resultado.
É importante a classificação, sabemos a importância de classificar em primeiro para decidir em casa. Dá confiança à equipe. Sabíamos que eles iriam vir para amarrar o jogo, mas fizemos o que treinamos e saímos com a vitória. Temos que jogar para ganhar, o Flamengo joga para ganhar. Continuar invicto dispensa comentários. O ambiente fica melhor. Vamos preparar esse jogo contra o Cusco para ganhar também.
A estreia bem-sucedida da dupla Jorginho e Paquetá como volantes não é apenas um feito isolado, mas um indicativo promissor para o futuro do Flamengo sob o comando de Leonardo Jardim. Com mais opções e uma nova dinâmica no meio-campo, o elenco rubro-negro se fortalece para os desafios que virão. O próximo teste de fogo será o aguardado confronto contra o Palmeiras, pelo Brasileirão, no sábado, onde a briga pela ponta da tabela promete ser intensa. Essa nova alternativa tática pode ser o diferencial em uma temporada repleta de grandes embates.









