O dirigente rubro-negro José Boto ironizou a postura de rivais em relação aos juízes, destacando o foco da equipe em campo durante a reta decisiva da temporada.
A chegada da delegação do Flamengo à Argentina foi marcada por declarações fortes do diretor de futebol José Boto. Em solo argentino para a preparação da semifinal da Copa Libertadores, o dirigente preferiu focar nas quatro linhas, mas não deixou de alfinetar a postura de adversários recorrentes no cenário nacional diante das decisões dos homens de preto.
Questionado sobre a mania de atletas cercarem o trio de arbitragem durante os confrontos, o cartola evitou citar diretamente o Fluminense e o Palmeiras, mas ironizou o comportamento das equipes concorrentes. A tensão nos gramados brasileiros tem dominado os bastidores do Campeonato Brasileiro e do torneio continental.
Foco no jogo e críticas veladas
Sem citar nomes, o dirigente do Rubro-Negro pontuou que o plantel carioca gasta seu tempo de preparação aprimorando jogadas e táticas, e não reclamando com os juízes. A declaração esquenta ainda mais o clima entre os gigantes do futebol sul-americano.
“Somos uma equipe na qual nos preocupamos mais em jogar futebol do que falar com o árbitro. Todas as equipes deveriam ser assim. Sabemos que não é assim. Os times quase treinam isso, mas preferimos treinar outras coisas e jogar futebol, que é para isso que eles são pagos e é o que gostam de fazer.”
O pano de fundo para essa rusga envolve uma semana intensa de reclamações formais, notas oficiais e acusações cruzadas entre a diretoria flamenguista, o clube paulista e a instituição tricolor. A disputa acirrada pela liderança do torneio nacional eleva a pressão psicológica sobre a classe arbitrária a cada rodada.
Próximos passos nas Copas e no Brasileirão
Com o Flamengo na ponta da tabela do Brasileirão somando sessenta e quatro pontos — apenas um a mais que o rival paulista —, a maratona de jogos exige foco total. O time comandado por Leonardo Jardim mede forças contra o Estudiantes na quinta-feira, no Estádio UNO Jorge Luis Hirschi, em La Plata, com arbitragem do paraguaio Juan Benítez.
Enquanto isso, a outra chave da Libertadores começa a ser decidida nesta quarta-feira, quando Fluminense e Palmeiras duelam no Maracanã, sob o apito do argentino Facundo Tello. Os confrontos de volta e a grande final, marcada para o Estádio Centenário, em Montevidéu, prometem manter o nível de exigência e a polêmica em torno do apito no topo do futebol do continente.









