A mudança de palco para o confronto de volta das quartas de final da Libertadores gerou insatisfação na torcida local e criou um novo cenário logístico para o Flamengo.
O Flamengo terá uma alteração importante em sua logística para o duelo decisivo contra o Independiente del Valle, válido pelas quartas de final da Copa Libertadores. Por não atender às exigências mínimas da CONMEBOL, o clube equatoriano foi impedido de utilizar o seu estádio particular, o Banco Guayaquil, e precisará levar a partida para o Estádio Olímpico Atahualpa, no dia 10 de setembro.
A notícia não foi bem recebida pelos torcedores do time equatoriano. Logo após o anúncio oficial feito pelo clube em suas redes sociais, uma onda de críticas tomou conta dos comentários, com muitos adeptos questionando a escolha do Atahualpa e lamentando a perda do mando de campo efetivo, que é considerado um trunfo estratégico para o elenco local.
Exigências da CONMEBOL
O motivo para a troca de estádios é estritamente regulamentar. Para as fases de quartas de final da Libertadores, a entidade que rege o futebol sul-americano exige que os palcos das partidas tenham capacidade mínima de 20 mil torcedores. O Banco Guayaquil, casa habitual do Del Valle, comporta apenas 12 mil pessoas, tornando-se inadequado para esta etapa do torneio. Em contrapartida, o Olímpico Atahualpa possui espaço para 35 mil espectadores, cumprindo os protocolos exigidos.
Altitude e histórico no Atahualpa
Embora a mudança de local tire o Del Valle de sua casa, o Flamengo ainda enfrentará o desafio da altitude de Quito, situada a 2.850 metros acima do nível do mar. Contudo, o retrospecto do Rubro-Negro no Atahualpa é positivo. O time carioca jamais foi derrotado neste estádio, somando uma vitória em 1952 e um empate em 2 a 2, contra o próprio Independiente del Valle, pela Recopa Sul-Americana de 2020. Naquela ocasião, Bruno Henrique e Pedro, que seguem no elenco atual, balançaram as redes.
Sobre o impacto da mudança, a Equipe M360 avalia o cenário como uma oportunidade para o clube brasileiro:
“É pequena, mas é uma vantagem. Os jogadores estão acostumados no Banco Guayaquil. É como se o Flamengo não jogasse no Maracanã e mandasse um jogo em Brasília, por exemplo. Não é a mesma coisa. Que o Rubro-Negro siga invicto no Atahualpa.”
Com o palco definido, o Flamengo segue com sua preparação focada em garantir a classificação para a semifinal. A expectativa agora é sobre como a equipe de Tite lidará com as nuances do novo gramado e o impacto psicológico da torcida adversária, que parece insatisfeita com a transição obrigatória para um estádio maior, mas considerado menos acolhedor para os donos da casa.









