Adversário mais difícil do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo, Marrocos preocupa o técnico Carlo Ancelotti pela defesa sólida, na avaliação do treinador. “Marcar não é tão fácil. Tem que jogar bem na frente”, alertou Ancelotti em entrevista recente ao canal do jornalista Duda Garbi.
Especialista em montar defesas competentes, Ancelotti sabe do que está falando, visto que a defesa marroquina anulou o norueguês Erling Haaland, um dos mais importantes centroavantes do futebol mundial, em amistoso contra a Noruega neste domingo.
Mas a seleção semifinalista do último Mundial no Catar, em 2022, tem atributos não só a nível defensivo. Primeiro africano a se classificar à Copa do Mundo, Marrocos marcou 22 gols nas Eliminatórias. Fez, com larga margem, a melhor campanha no torneio classificatório no continente, e goleou rivais frágeis recentemente – Burundi (5 a 0) e Madagascar (4 a 0).
Seleção mais forte da África, Marrocos ganhou seu último compromisso antes de enfrentar o Brasil. O último compromisso antes da Copa mostrou que Marrocos sabe, também, atacar, tanto que sufocou a Noruega no primeiro tempo, especialmente no começo da partida, com postura agressiva. Tivesse sido mais eficiente, teria ganhado do adversário europeu no Estádio Sports Illustrated, na cidade de Harrison, em Nova Jersey.
O time treinado por Mohamed Ouahbi, treinador que teve destaque nas seleções de base do Marrocos, tem o camisa 10 Brahim Díaz, do Real Madrid, como sua mais importante estrela. Foi de Brahim Díaz o gol marroquino em no empate com os noruegueses. Ele joga próximo do meia Ounahi (Girona), do ponta Ezzalzouli (Bétis) e do centroavante Saibari (PSV), além do lateral-direito Hakimi, do PSG, o outro astro dessa seleção e que também sobe muito ao ataque.
“O Brasil tem um elenco repleto de jogadores de qualidade, especialmente pelas pontas, jogadores capazes de fazer a diferença individualmente. Por isso, acho que defender e atacar de forma compacta será a chave”, disse o treinador ao projetar o que sua equipe vai encontrar na estreia contra a seleção brasileira. “Eles são uma equipe muito boa, uma potência do futebol. Mas o Marrocos está aqui, e já há algum tempo, não apenas hoje, para mostrar que evoluímos nesse nível e não tememos ninguém”, completou.
Se o Brasil perdeu Wesley, cortado e substituído pelo volante Éderson, a equipe africana pode também não ter seu lateral-direito titular. Noussair Mazraoui sentiu desconforto contra a Noruega e deixou o campo no primeiro tempo.
Empatou em campo, mas ganharam nas arquibancadas os marroquinos, que cantaram muito e alto no estádio do Red Bull. Certamente, estarão também em grande número na estreia diante do Brasil, no MetLife Stadium, em East Rutherford. A festa que fizeram a menos de uma semana da estreia do Mundial foi uma repetição da celebração no Catar.
Os empolgados e vibrantes torcedores de Marrocos foram fundamentais para o sucesso da seleção na última campanha em Copas, a melhor do país na história, com a quarta colocação após derrubar favoritos como Espanha e Portugal no mata-mata. No Grupo C, Marrocos vai enfrentar, além do Brasil, Escócia, em Boston, e o Haiti, em Atlanta.









