O consórcio que administra o Maracanã promoveu uma reestruturação em seu comando após pressões internas e externas sobre as condições do gramado do estádio.
A administração do Maracanã passou por uma mudança drástica em seu corpo diretivo. O consórcio formado por Flamengo e Fluminense optou pelo desligamento de Severiano Braga, que ocupava o cargo de diretor de Operações e de Infraestrutura.
A decisão ocorre em um momento de alta exigência técnica sobre o complexo esportivo, que tem enfrentado críticas recorrentes sobre a conservação do campo.
Para ocupar a lacuna deixada, a gestão escolheu Luis Felipe de Barros. O novo diretor já possui um histórico de atuação no consórcio, tendo passado pela presidência do Conselho de Fiscalização, Gestão e Operação.
Recentemente, atuou pela gerência de contratos do estádio. A troca busca dar um novo fôlego à manutenção da arena, que se tornou um ponto nevrálgico na relação entre clubes e administradores.
Bastidores da reestruturação
Severiano Braga era um nome central no Maracanã desde 2019, acompanhando o início da permissão de uso concedida à dupla Fla-Flu. Sua saída marca o fim de uma era de gestão que enfrentou desafios complexos.
A gestão lidava com a mediação de calendários apertados. Vale lembrar que a operação do estádio é alvo constante de disputas judiciais, como as demandas recentes do Vasco da Gama para atuar no local.
A insatisfação com a qualidade do gramado atingiu o ápice após declarações públicas de atletas. O zagueiro Léo Pereira, do Flamengo, não poupou críticas após o confronto contra o Cruzeiro, pela Libertadores.
A reclamação do jogador refletiu um descontentamento que já era tratado internamente pela diretoria rubro-negra, que monitora de perto o desgaste do piso.
João Vítor Reis, do Coluna do Fla, comentou a situação:
Tem gente sendo demitida por causa do gramado ruim e o Vasco querendo jogar no Maracanã. Vai entender. Pede para jogar no Allianz Parque do amigo Palmeiras.
Impacto para os próximos desafios
A expectativa do consórcio Fla-Flu é que a mudança de comando traga maior rigor técnico e eficiência na recuperação do gramado.
Com o calendário da temporada entrando em uma fase decisiva, o estado do campo é visto como fundamental para o desempenho das equipes e para a própria imagem do Maracanã perante competições continentais.
Resta saber se a nova diretoria conseguirá equilibrar as exigências de conservação com o cronograma frenético de partidas.
O sucesso dessa transição será medido nas próximas semanas, período em que o estádio receberá jogos de grande apelo e peso técnico para os clubes envolvidos.








