A Conmebol assegurou que as finais da Libertadores e da Sul-Americana estão mantidas, mesmo diante do colapso financeiro do Ueno Bank, banco paraguaio parceiro da entidade.
O cenário político e econômico no Paraguai atravessa um momento de instabilidade severa após a intervenção do Banco Central local no Ueno Bank, instituição que detém parte dos ativos da Confederação Sul-Americana de Futebol. A crise, que culminou na renúncia do presidente Santiago Peña, gerou preocupações imediatas sobre a organização das decisões continentais.
Apesar da turbulência, a entidade máxima do futebol sul-americano agiu rapidamente para tranquilizar clubes, torcedores e patrocinadores. Em nota oficial, a confederação confirmou a manutenção integral das finais e dos pagamentos previstos, blindando o calendário esportivo das consequências diretas da instabilidade bancária que atinge o país sede de sua administração.
Impacto financeiro e garantias da Conmebol
A preocupação central reside nos US$ 14 milhões — aproximadamente R$ 76 milhões — que a Conmebol mantinha aplicados no Ueno Bank. Contudo, a organização esclareceu que o montante representa apenas 2,5% da sua receita total, tratando-se de um investimento de prazo fixo que não compromete a liquidez imediata para as operações do torneio.
A distribuição de prêmios continua sendo a principal prioridade da entidade para o encerramento da temporada. Com o montante total de US$ 44 milhões destinados às finais, o fluxo de caixa para as premiações segue inalterado.
“A Conmebol reafirma seu compromisso com o desenvolvimento dos torneios, assegurando que o planejamento financeiro para a entrega das taças e repasses aos clubes permanece rigorosamente dentro do cronograma estabelecido.”
Cenário das finais e repercussões no esporte
O calendário de decisões começa em 21 de novembro, em Barranquilla, com o embate entre Atlético-MG e Boca Juniors pela Sul-Americana. Já no dia 30, o foco se volta para Montevidéu, palco do confronto decisivo da Libertadores entre Palmeiras e Estudiantes. O valor para o campeão da glória eterna é de US$ 25 milhões.
A crise bancária, contudo, vai além das finanças da entidade. O Ueno Bank exercia papel vital como patrocinador de gigantes como Cerro Porteño e Olimpia, além de dar nome ao estádio Defensores del Chaco. O impacto social motivou até jogadores da seleção paraguaia, incluindo Gustavo Gómez e Ángel Romero, a emitirem um manifesto cobrando transparência e justiça do governo diante do drama vivido pelas famílias afetadas pelo bloqueio de contas.
A situação continua sendo monitorada de perto pela comunidade internacional. Enquanto o Paraguai busca contornar a crise institucional, o futebol sul-americano tenta manter seu foco estritamente dentro das quatro linhas, garantindo que o show não seja interrompido pelos desdobramentos de um sistema financeiro que entrou em colapso repentino.








