Mais do que quilômetros percorridos, a trajetória de Chicão à frente do ônibus do Flamengo é marcada por 15 anos de entrega, devoção e o orgulho de conduzir o Rubro-Negro.
No universo do futebol, os holofotes costumam apontar apenas para os gramados. No entanto, no Flamengo, a engrenagem que move o clube vai muito além das quatro linhas. Neste 25 de julho, data em que se celebra o Dia do Motorista, o Mais Querido volta suas atenções para um profissional que conhece cada curva da história rubro-negra: Celso Francisco da Silva, o querido Chicão.
Com quatro décadas de experiência ao volante, Chicão acumula 15 anos de serviços dedicados ao transporte da delegação carioca. Sua história com o clube é profunda e entrelaçada com momentos dourados: desde a década de 1980, quando esteve presente no cotidiano de craques como o ídolo eterno Zico, até o presente, onde vive seu quarto ciclo de dedicação total ao Clube de Regatas do Flamengo.
A emoção de conduzir o sonho rubro-negro
A rotina de Chicão começa muito antes de o motor ser ligado. No CT George Helal, a preparação do ônibus é meticulosa, garantindo que o conforto dos atletas e da comissão técnica seja impecável — até os mínimos detalhes, como a água gelada à espera dos jogadores. Para ele, cada viagem é uma missão de amor.
“É sempre um AeroFla. Sem dúvida é o AeroFla. Esse último agora ficou marcado na história. A torcida é diferenciada. Não tem outra igual. Ela deixa você com lágrimas nos olhos e o coração apertado.”
Uma vida dedicada ao Mengão
Para Chicão, ser o motorista oficial do Flamengo não é apenas uma profissão, é a realização de um propósito de vida. Em meio à correria entre treinos e viagens para os próximos desafios do calendário brasileiro, o profissional mantém o foco total em um objetivo comum ao coração de todo torcedor: a busca por novos títulos.
“Me sinto completo. Não quero mais nada nessa vida. Só título, bastante título.”
A trajetória de Chicão é um lembrete valioso de que o sucesso de um grande clube é construído por muitas mãos — e, neste caso, por muitos quilômetros de volante. O orgulho que ele demonstra ao representar o manto sagrado é a prova de que, no Flamengo, a paixão é o combustível que move todos os que vestem a camisa, dentro ou fora dos estádios.











