A CBF oficializou a implementação de 10 novas diretrizes para o futebol brasileiro, visando aumentar o tempo de bola rolando e trazer mais fluidez às partidas nacionais.
Em uma decisão de impacto imediato, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou um pacote de 10 novas regras para as competições nacionais, incluindo as Séries A e B do Brasileirão, a Copa do Brasil e o Brasileirão Feminino A1. As medidas, alinhadas às orientações da IFAB, buscam modernizar o esporte e elevar o tempo médio de jogo, que atualmente no Brasil gira em torno de 52 minutos, abaixo da meta de 60 minutos estipulada pela FIFA.
A iniciativa, definida após reuniões com clubes na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, pretende recuperar quase seis minutos de tempo útil por partida. Segundo Netto Góes, diretor de Arbitragem da entidade, o objetivo é claro:
O nosso trabalho é transformar esse diagnóstico em ações concretas. O foco é ter um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol.
A explicação foi reforçada em nota oficial da Equipe M360.
Mudanças práticas e o novo protocolo
Entre as alterações mais significativas, o goleiro passa a ter um limite rígido de oito segundos para manter a posse de bola com as mãos, sob pena de resultar em escanteio para o adversário. Além disso, cobranças de lateral e tiro de meta agora possuem o cronômetro de cinco segundos para execução.
Outro ponto de destaque é a restrição na comunicação com a arbitragem: apenas o capitão de cada equipe está autorizado a dialogar com o juiz, visando diminuir o clima de confronto. Além disso, o chamado Protocolo Vini Jr. passa a punir com expulsão o ato de cobrir a boca ao conversar com adversários, dificultando a leitura labial.
Impacto do VAR e investimentos
O VAR também ganhou novas atribuições, podendo agora intervir na revisão de segundos cartões amarelos que resultem em expulsão. Uma alteração extra, que permite a revisão de escanteios que culminaram diretamente em gols ou pênaltis, está prevista para entrar em vigor apenas em 2027.
Para sustentar essas mudanças, a CBF anunciou um investimento de R$ 200 milhões entre 2026 e 2027, destinados a treinamentos e novas tecnologias. Para o presidente da entidade, Samir Xaud, a modernização é um esforço coletivo:
Esta é uma missão de todos: da CBF, dos clubes e das federações, cada um fazendo o seu papel para valorizar o produto do futebol brasileiro.









