Novas regras da CBF para agilizar jogos da Série A e B do Brasileirão não serão aplicadas na Série C. A medida, inspirada na Copa do Mundo, visa aumentar o tempo de bola rolando, mas deixa divisões inferiores de fora.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou a adoção de um novo pacote de regras para dar mais fluidez às partidas do futebol nacional. Inspiradas nas diretrizes utilizadas na última Copa do Mundo, as mudanças prometem aumentar o tempo efetivo de jogo, combatendo a cera e o tempo perdido.
No entanto, a iniciativa não contemplará todas as competições de forma imediata, deixando de fora as Séries C e D do Campeonato Brasileiro.
A entidade máxima do futebol brasileiro optou por implementar o novo regulamento apenas nas Séries A e B do Brasileirão, além da Copa do Brasil e do Brasileirão Feminino A1. A exclusão das séries inferiores, que já estão em andamento, gerou questionamentos, uma vez que a justificativa técnica para a decisão não foi publicamente divulgada pela CBF.
Desabafo de jogador: “Regras deveriam ser aplicadas sim”
A decisão da CBF gerou reações entre os atletas. Felipe Albuquerque, lateral-direito do Caxias, defendeu a extensão das novas normas para a Terceira Divisão.
Felipe Albuquerque afirmou:
Eu acho que as regras deveriam ser aplicadas sim, principalmente quando jogamos dentro de casa. Às vezes, sofremos um revés no placar e o jogo acaba ficando muito picado.
Albuquerque relembrou a fluidez observada nas partidas da Copa do Mundo graças às novas normas e destacou a importância de implementá-las também na Série C e em outras divisões do Campeonato Brasileiro.
O jogador concluiu:
Seria de extrema importância implementá-las também na Série C e nas demais divisões do Campeonato Brasileiro. Não sei como está o planejamento para o próximo ano, mas vejo que seria fundamental para termos mais tempo de bola rolando.
Meta ambiciosa: Buscar 60 minutos de bola rolando
O principal objetivo das novas diretrizes é aumentar o tempo de bola em jogo, que atualmente se distancia da meta estabelecida pela FIFA. Em 2026, a média de tempo útil na Série A do Brasileirão era de pouco menos de 53 minutos, bem aquém dos 60 minutos ideais.
Embora as principais ligas europeias também não atinjam essa marca – com médias entre 54 e 56 minutos –, a expectativa da comissão de arbitragem da CBF é que a adoção das novas regras possa adicionar cerca de 5 minutos e 49 segundos de tempo útil por partida no futebol brasileiro. A medida visa tornar os espetáculos mais dinâmicos e atraentes para os torcedores.










