Dirigente do Flamengo pede cautela com novos reforços e relembra críticas a Pulgar na chegada
O departamento de futebol do Flamengo, através de seu dirigente José Boto, solicitou paciência à torcida e à imprensa em relação aos recém-chegados Joaquín Freitas e Anthony Valencia.
Em entrevista concedida nesta sexta-feira (04) no CT Ninho do Urubu, Boto utilizou a trajetória do volante Erick Pulgar como exemplo de como jogadores podem superar desconfianças iniciais e se tornarem peças fundamentais no elenco rubro-negro.
Trajetória de Sucesso de Pulgar como Lição
José Boto relembrou o período em que Erick Pulgar chegou ao clube, mencionando que o jogador chileno foi alvo de críticas e considerado “bagre” por parte da mídia e de alguns torcedores.
Atualmente, Pulgar é um dos pilares do técnico Leonardo Jardim e teve seu contrato renovado até dezembro de 2029, evidenciando uma reviravolta em sua performance e aceitação no Flamengo.
O dirigente enfatizou a importância de focar no desenvolvimento dos atletas, em vez de se prender a análises iniciais que podem ser precipitadas:
O Pulgar, que hoje é um jogador que toda a gente aqui escreve maravilhas dele, e com razão, chegou como bagre, bagre como vocês dizem. Muitos de vocês escreveram que ele era um bagre. Portanto vocês fechem os ouvidos às análises e ponham os olhos nestes jogadores que hoje são jogadores importantíssimos, mas que chegaram também com análises de bagres.
Preparo para a Adaptação de Valencia e Freitas
A fala de Boto tem como objetivo blindar Anthony Valencia e Joaquín Freitas de uma pressão excessiva logo no início de suas passagens pelo clube. A expectativa é que os jovens atletas tenham o tempo necessário para se adaptar ao futebol brasileiro.
Em consonância com o discurso da diretoria, o goleiro Rossi também se manifestou sobre a adaptação de Joaquín Freitas. O arqueiro destacou a importância de acolhimento e suporte para o jovem jogador, proveniente do futebol argentino.
O mais importante para ele hoje em dia é a gente ajudar ele a se adaptar. Não é a mesma coisa o futebol argentino do futebol brasileiro. O futebol brasileiro está um passo acima e até ele se adaptar a gente tem que tentar ajudar ele. Ele vem para ajudar, mesmo sendo muito novo. Mas a única coisa que posso pedir é paciência com ele, porque é difícil sair de casa sendo tão novo e vir para um time do tamanho do Flamengo.
A declaração de Rossi reforça a ideia de que a adaptação de atletas jovens a um clube da magnitude do Flamengo requer um esforço coletivo. O clube espera repetir o sucesso obtido com Erick Pulgar, transformando a desconfiança inicial em performance de alto nível.









