Luiz Eduardo Baptista, o Bap, apresentou uma proposta formal ao Conselho Deliberativo do Flamengo visando a profissionalização total da gestão, eliminando cargos políticos em prol de um modelo corporativo.
O Clube de Regatas do Flamengo pode estar diante de uma das mudanças estruturais mais profundas de sua história recente. O atual presidente do Conselho, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, encaminhou uma emenda ao estatuto que coloca em xeque a presença de dirigentes amadores em posições de decisão, defendendo que a gestão rubro-negra seja conduzida exclusivamente por profissionais remunerados e avaliados por métricas de desempenho.
A chamada “emenda do profissionalismo” busca blindar o dia a dia do clube contra ingerências políticas, algo que, para muitos torcedores e sócios, é fundamental para manter o patamar de excelência que o Mais Querido alcançou nos últimos anos. Com o slogan “Raça, Amor e Paixão” guiando nossa história, a proposta pretende garantir que o profissionalismo técnico se torne o alicerce definitivo da instituição.
Uma nova arquitetura organizacional
O cerne da proposta prevê o fim das tradicionais vice-presidências, substituindo o atual Conselho Diretor por um Conselho Gestor. Este novo órgão terá foco exclusivo na direção estratégica e na supervisão, sem se envolver nas operações diárias. Composto pelo presidente, seu vice e até 13 membros nomeados para mandatos de três anos, o conselho terá a missão de assegurar que a transparência e a responsabilidade corporativa sejam inegociáveis no Ninho do Urubu e na sede da Gávea.
Critérios técnicos e o fim do amadorismo
A diretoria, por sua vez, será composta por especialistas contratados no mercado com base em currículos robustos e experiência comprovada. A estrutura será dividida em 15 setores fundamentais, abrangendo áreas vitais como o futebol, finanças, jurídico e compliance. Como destaca a essência da proposta:
A gestão deve ser pautada estritamente em critérios técnicos, metas de desempenho e na absoluta meritocracia, afastando qualquer influência de interesses políticos que possam comprometer a eficiência da engrenagem rubro-negra.
Barreiras contra o patrimonialismo
Para garantir a independência do novo modelo, o texto da emenda veda a contratação de qualquer associado que tenha ocupado cargos eletivos no Flamengo nos últimos doze meses. Esta medida é um passo decisivo para evitar que o clube seja utilizado como trampolim político, exigindo que os gestores tenham, acima de tudo, excelência acadêmica e profissional para ocupar seus postos.
A proposta encontra-se agora em fase de tramitação entre os conselheiros, que podem sugerir ajustes. O rito seguirá para a comissão do estatuto, com a expectativa de que o tema seja colocado em votação definitiva até o final deste ano. Se aprovada, essa mudança marcará uma nova era de gestão no clube, consolidando a busca por resultados que honrem a imensa nação rubro-negra.









