Bap adota tom conservador no mercado do Flamengo, descarta desespero por contratações e admite que alto investimento em Paquetá exige cautela financeira para o restante da temporada.
A torcida rubro-negra vive a expectativa por novas peças no elenco, mas o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, tratou de esfriar os ânimos. Em entrevista recente, o dirigente reforçou que o clube não pretende realizar investimentos astronômicos antes da abertura oficial da janela de transferências, marcada para o próximo dia 22 de julho.
Para o mandatário, o mercado atual sofre com uma inflação artificial provocada pelo calendário da Fifa e pela própria Copa do Mundo. Segundo Bap, a cautela é a palavra de ordem no Ninho do Urubu, especialmente após o esforço financeiro realizado no início do ano.
O peso do investimento em Paquetá
O principal ponto de atenção no fluxo de caixa rubro-negro é a contratação de Paquetá. O investimento, que atingiu a marca de R$ 315,7 milhões somando impostos e comissões, ainda gera impactos diretos no orçamento.
“Sabe quando você come um pedaço de carne muito grande que precisa de um tempo maior para digerir? Talvez o Flamengo precise de um tempinho maior para digerir”, afirmou Bap, ilustrando a situação financeira do clube.
O dirigente garantiu que, apesar do cuidado com as contas, o clube não está sob pressão para vender jogadores, embora negociações inteligentes sejam sempre bem-vindas para manter a saúde financeira do Mais Querido.
Interesse em Danilo e foco no mercado
Sobre o interesse em Danilo, volante do Botafogo, Bap foi direto: reconheceu a qualidade do atleta, mas negou qualquer facilidade nas tratativas. O presidente chegou a brincar com a situação, mencionando a expectativa por um cenário diferente após o encerramento da Copa do Mundo.
“O Danilo do Botafogo eu diria que é um belo jogador, é uma bela calça. Não sei se necessariamente o modelo que a gente mais precisa agora. Vamos esperar as liquidações, o saldão aí de fim da Copa”, declarou o dirigente.
Quanto a futuras movimentações, o clube monitora o mercado, mas evita “loucuras”. Sondagens, como a do Aston Villa pelo lateral Emerson Royal, são tratadas com naturalidade, mas o clube foca na manutenção do elenco e no aproveitamento de talentos da base, como Daniel Sales, para compor o grupo comandado pela comissão técnica. O foco agora é seguir o trabalho para os próximos desafios, mantendo a responsabilidade fiscal sem perder de vista a busca por títulos.










