O dirigente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, impõe cautela sobre o projeto do estádio do Flamengo, citando custos bilionários e prioridades esportivas que mantêm o clube ligado ao Maracanã.
A construção de um estádio próprio segue como um dos temas mais debatidos nos bastidores do Flamengo. Desta vez, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, trouxe uma perspectiva conservadora sobre o cronograma da obra.
Em participação no podcast Market Makers, o dirigente ponderou sobre a viabilidade financeira imediata, ressaltando os desafios de realizar um investimento de magnitude tão expressiva.
Para Bap, a prioridade máxima da instituição deve permanecer no futebol profissional. Segundo o presidente, manter um time de alto nível é o que assegura as receitas recorrentes necessárias para a saúde financeira do Rubro-Negro.
Com um contrato de concessão que ainda garante ao clube o uso do Maracanã por mais de 18 anos, a necessidade de acelerar a nova arena não é, na visão dele, uma urgência absoluta.
Desafios financeiros e a questão do Maracanã
O projeto da arena no terreno do Gasômetro, arrematado pela gestão de Rodolfo Landim em 2024 por mais de R$ 138 milhões, é visto como um passo histórico.
No entanto, Bap pontua que o custo total da construção pode atingir a marca de R$ 3 bilhões. De acordo com suas projeções, o acúmulo de capital necessário para viabilizar essa quantia sem comprometer o elenco levaria cerca de duas décadas.
Sobre os planos de ampliar a capacidade do Maracanã, o dirigente também adotou uma postura de pé no chão.
Bap afirmou:
“Sinceramente, acho pouco provável que eu consiga subir de 76 para 80 mil pessoas. Acho que talvez meus filhos vejam isso. Eu não sei se vou ver.”
O dirigente refutou a ideia de que reformas estruturais complexas no estádio atual seriam simples de executar.
Visão estratégica sobre o futuro
Embora o terreno do Gasômetro conte com um potencial de expansão significativo, podendo chegar a 104 mil metros quadrados, o consenso entre especialistas é que o Flamengo deve agir com prudência.
A Equipe M360 destaca que, apesar do otimismo da torcida com o projeto da arena própria, o clube prioriza a estabilidade.
A relação de simbiose entre o time e o Maracanã parece blindar o clube contra movimentos precipitados. Para a Equipe M360, o cenário atual indica que, embora o sonho da casa própria seja real, ele será construído sob uma gestão de riscos rigorosa.
O clube não pretende abrir mão da competitividade que coloca o Flamengo no topo do futebol sul-americano. O futuro da infraestrutura será definido pelo equilíbrio entre o sonho patrimonial e a realidade do fluxo de caixa.
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