Eduardo Bandeira de Melo, ex-presidente do Flamengo, questiona a viabilidade do projeto no Gasômetro, classificando o terreno como insuficiente para a grandeza da torcida rubro-negra.
A novela em torno da construção do estádio próprio do Flamengo ganhou um novo capítulo com as declarações de Eduardo Bandeira de Melo. Em meio ao impasse sobre o uso do terreno no Gasômetro, adquirido por R$ 138,1 milhões em 2024, o ex-mandatário manifestou ceticismo quanto à escolha da localização.
Para ele, o clube faz bem em adotar cautela diante dos desafios impostos pelo local. Embora o Mais Querido tenha a posse do espaço há mais de dois anos, as obras ainda não saíram do papel.
A gestão atual, liderada por Luiz Eduardo Baptista, sinalizou recentemente que o projeto inicial enfrenta barreiras que o deixaram em stand by. Bandeira de Melo, que sempre defendeu o Maracanã como casa ideal, endossa a paralisação como um freio de arrumação necessário.
Desafios estruturais e ambientais
O ex-presidente foi enfático ao apontar que o terreno não oferece o espaço necessário para a construção de uma arena compatível com a dimensão da Nação Rubro-Negra. Segundo ele, o local é fisicamente restrito, o que limitaria o conforto e a capacidade de público esperados para um projeto desse porte.
Além da limitação territorial, Bandeira de Melo listou obstáculos técnicos que pesam contra a viabilidade econômica:
Aquele terreno tem que sofrer um processo de descontaminação. Ali, durante muito tempo, foi uma fábrica de gás de carvão desde o século XIX. Depois foi transformado numa fábrica de gás de nafta. A tubulação de gás que está lá tem que ser relocada; isso tudo é custoso.
Impacto viário e responsabilidades
Outro ponto de atenção levantado pelo ex-dirigente é a complexa logística de acesso. Situado na região do Porto, entre a saída da Avenida Brasil e a Ponte Rio-Niterói, o local demandaria intervenções pesadas no sistema viário.
A construção de viadutos, passarelas e mergulhões seria indispensável para evitar o colapso do trânsito na área. O ponto crucial, segundo o ex-presidente, é que o edital impõe ao Flamengo o ônus financeiro dessas adequações de infraestrutura e da descontaminação do solo.
Esse cenário reforça a necessidade de um planejamento financeiro cauteloso para o clube, que agora avalia seus próximos passos em meio a pressões políticas e desafios logísticos que definem o futuro do estádio rubro-negro.















