A gestão de brasileiros no Arsenal e Tottenham é criticada após a saída de Richarlison, Gabriel Jesus e Martinelli.
O Arsenal e o Tottenham têm sido alvo de críticas pela maneira como conduziram as saídas de três jogadores brasileiros que tiveram passagens importantes por ambos os clubes: Gabriel Jesus, Gabriel Martinelli e Richarlison. A forma como os futuros desses atletas foram definidos levanta questionamentos sobre o respeito às suas trajetórias e contribuições.
O Caso Richarlison: Exposição e Decisão Controversa
A situação mais recente e emblemática envolve Richarlison. Após comunicar o desejo de deixar o Tottenham na pré-temporada, o atacante sentiu-se exposto por declarações públicas do técnico Roberto De Zerbi, que teria mencionado a incerteza sobre sua permanência. O jogador, que em temporadas anteriores recusou propostas para permanecer e foi decisivo na luta contra o rebaixamento da Premier League, viu seu futuro incerto ser definido de forma pouco transparente.
Após recusar ofertas e não ter a liberação para um empréstimo ao Vasco, o Tottenham optou por não inscrever Richarlison no Campeonato Inglês e mantê-lo na equipe sub-21, com a intenção de aguardar a janela de transferências de janeiro. Essa decisão gerou insatisfação, e o atacante, segundo informações do “ge”, buscará a rescisão contratual na justiça.
Leonardo Jardim afirmou:
“Richarlison decidiu tudo sozinho. Ele conversou comigo no início da pré-temporada, me contou que sua ideia, seu desejo, era sair; Não posso dizer nada porque não decidi nada. A mensagem do Richarlison desde o início da pré-temporada foi muito clara e eu aceitei isso. Sei que houve uma oferta antes do fim da janela de transferências (do Everton), mas ele não aceitou essa oferta. Para mim, nada muda”
Martinelli e Jesus: Saias Justas no Arsenal
No Arsenal, os casos de Gabriel Martinelli e Gabriel Jesus seguem uma linha semelhante de falta de comunicação e decisões unilaterais. Martinelli, após sete anos de identificação com o clube, foi deixado à margem do elenco para a temporada 2026/27, sem sequer ser informado previamente sobre os planos do clube. Sua venda para o Al-Hilal ocorreu sem que ele pudesse sequer comemorar a conquista da Community Shield com seus companheiros.
A situação de Gabriel Jesus também foi marcada pela surpresa. Em entrevista ao “SportyTV”, o atacante relatou ter sido comunicado repentinamente sobre seu treinamento separado do elenco principal, sem qualquer aviso prévio. A contratação de Jesus em 2022, vindo do Manchester City, foi vista como um marco para o Arsenal na briga por títulos, e sua contribuição, mesmo com lesões, foi relevante para a reconstrução da equipe.
A forma como esses três jogadores brasileiros, que dedicaram seu talento e esforço aos clubes londrinos, tiveram suas saídas conduzidas gera um debate sobre a ética e o respeito na gestão esportiva. O fim de ciclo, para atletas que tanto contribuíram, deveria ser marcado por dignidade e transparência, algo que, neste caso, parece ter faltado. A expectativa agora fica sobre os próximos capítulos dessa novela, tanto para os atletas quanto para a imagem dos clubes envolvidos.











