Com uma aposta conservadora e focada em continuidade, a Seleção Brasileira sob o comando de Carlo Ancelotti deve entrar em campo na estreia da Copa do Mundo 2026 mantendo oito titulares que iniciaram a jornada no Qatar em 2022.
A preparação da Seleção Brasileira para o Mundial deste ano reserva uma surpresa tática que remete diretamente ao ciclo anterior. Em um movimento que reforça o respeito entre os profissionais, o técnico italiano Carlo Ancelotti parece ter buscado inspiração na estrutura deixada por Tite, seu admirado mentor, para desenhar o time que enfrentará o Marrocos neste sábado (13).
Uma espinha dorsal consolidada
Os treinos realizados no CT Red Bulls Performance Center, em Morristown, indicam que a espinha dorsal verde e amarela pouco mudou. Caso a escalação se confirme, o Brasil terá oito remanescentes da estreia na Copa de 2022: o goleiro Alisson, os defensores Danilo, Marquinhos e Alex Sandro, além dos meio-campistas Casemiro e Lucas Paquetá, e os atacantes Raphinha e Vinicius Junior.
A manutenção de um grupo tão numeroso é um fato atípico na história recente da CBF. Para efeito de comparação, em 2006, apenas cinco atletas que iniciaram a campanha do pentacampeonato em 2002 foram titulares na estreia.
Mudanças pontuais no comando italiano
As alterações planejadas por Ancelotti são focadas em renovação técnica em setores específicos. O zagueiro Gabriel Magalhães, o volante Bruno Guimarães e o atacante Matheus Cunha devem assumir as vagas que pertenciam, respectivamente, a Thiago Silva, Neymar e Richarlison na última edição do torneio.
“Não é comum à seleção brasileira manter tantos remanescentes de uma Copa do Mundo para outra”, observam especialistas sobre o cenário atual, destacando que a confiança no grupo de 2022 serve como base para a busca pelo hexa.
Perspectivas para a estreia
O impacto dessa escolha de Ancelotti será testado sob pressão máxima contra o Marrocos. A continuidade de nomes como Alisson — que deve atingir a marca de três Mundiais consecutivos como titular absoluto — sugere uma busca por estabilidade emocional e entrosamento. Resta saber se essa “herança” de Tite será o diferencial necessário para o Brasil superar seus desafios e iniciar a campanha rumo ao título com o pé direito. O mundo do futebol aguarda para ver se a semente plantada em 2022 finalmente florescerá em 2026.










