Jogo de abertura da Copa 2026 registra mais expulsões que todo o Mundial anterior.
A abertura da Copa do Mundo de 2026 já entrou para os livros de história, mas não apenas pelos gols ou pela festa. O jogo que marcou o início do torneio foi palco de uma indisciplina raríssima: três expulsões diretas em uma única partida. O árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio teve trabalho, e a vitória do México sobre a África do Sul, por 2 a 0, foi marcada pelos cartões vermelhos para Sphephelo Sithole e Themba Zwane, ambos da África do Sul, e César Montes, do México. Este feito não era visto há 72 anos em Copas.
Um recorde de indisciplina em apenas um jogo
O dado salta aos olhos quando comparado com o Mundial de 2022, no Catar. Na edição passada, foram apenas quatro expulsões em todas as 64 partidas disputadas. A Copa de 2026 precisou de um único confronto para igualar quase a marca total anterior, demonstrando um nível de jogo mais acirrado ou uma arbitragem mais rigorosa.
Ecoando a “Batalha de Berna”
A última vez que três jogadores foram expulsos diretamente em uma partida de Copa do Mundo foi na lendária “Batalha de Berna”, em 1954. Naquele confronto épico entre Hungria e Brasil, que terminou com a vitória húngara por 4 a 2, Nilton Santos e József Bozsik foram expulsos, seguidos por Humberto Tozzi. É importante ressaltar que, na época, os cartões vermelho e amarelo sequer existiam – foram introduzidos pela Fifa apenas em 1970. Portanto, o jogo entre México e África do Sul marca o primeiro da história do torneio a registrar explicitamente três cartões vermelhos diretos.
Brasil fora da estatística de expulsões históricas
A partida de abertura de 2026 também se distingue por ser a terceira na história das Copas a ter três expulsões. Além da “Batalha de Berna”, o Brasil esteve envolvido em outro jogo com três expulsões contra a Tchecoslováquia na Copa de 1938. No entanto, no duelo de 2026, a seleção brasileira não participou, tornando o confronto entre mexicanos e sul-africanos um marco inédito nesse quesito para o país.
Embora o recorde de expulsões em uma única partida ainda pertença à “Batalha de Nuremberg” (2006), com quatro jogadores a menos, a abertura da Copa de 2026 serve como um alerta sobre a intensidade e a disciplina em campo, algo que o torcedor brasileiro, apaixonado por futebol, observa atentamente. A próxima partida do Brasil na competição promete ser acompanhada com ainda mais fervor, esperando que a paixão pela vitória prevaleça sobre a fúria em campo.










