Após críticas ao piso sintético, Abel Ferreira rebateu Leonardo Jardim defendendo a superfície artificial diante da má qualidade de 80% dos gramados naturais no futebol brasileiro.
A discussão sobre o impacto dos gramados na saúde e no rendimento dos atletas voltou a esquentar no futebol nacional.
O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, rebateu as declarações feitas por Leonardo Jardim, comandante do Flamengo, a respeito do uso de pisos artificiais.
O desabafo do treinador alviverde ocorreu durante a entrevista coletiva após a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, em partida válida pela semifinal da Copa do Brasil.
Ele questionou abertamente as condições de manutenção de diversos estádios espalhados pelo país.
O tema ganhou grande repercussão após a comissão técnica rubro-negra levantar dúvidas sobre a dificuldade de recuperação física dos jogadores em confrontos realizados no piso sintético.
A réplica de Abel Ferreira e a crítica às superfícies naturais
O comandante do Palmeiras reconheceu que prefere atuar em campos naturais, desde que eles apresentem um padrão de excelência internacional.
Contudo, destacou que a realidade encontrada no futebol brasileiro costuma ser distante do cenário ideal.
Para exemplificar os riscos das superfícies acidentadas, o técnico português citou confrontos disputados contra o Santos, ressaltando o perigo de lesões provocadas por buracos e imperfeições no terreno.
O meu conterrâneo Leonardo Jardim, de quem gosto muito, disse que prefere bons gramados do que sintéticos.
Eu também prefiro.
E que recuperar de sintéticos custa mais… E recuperar os jogadores naquele campo em que enfrentamos o Santos?
É mais fácil correr na areia, em buracos, ou pelo menos num tapete aqui que é direitinho?
O técnico reforçou que a escolha pela tecnologia artificial se justifica quando grande parte dos campos naturais do país não oferece a segurança mínima exigida no esporte de alto rendimento.
É mais fácil recuperar em gramados top, concordo.
Se for top para todos, concordo.
Agora, a qualidade de 80% dos gramados que temos, prefiro jogar no sintético, com pelo menos três dias de recuperação, e que, depois das Data Fifa não haja jogos.
O posicionamento de Leonardo Jardim sobre a recuperação física
A controvérsia teve início quando Leonardo Jardim analisou o desgaste físico dos atletas logo após o triunfo do Flamengo por 4 a 1 sobre o Vasco, no Estádio Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro.
O treinador rubro-negro explicou que, apesar de o sintético ser preferível a um campo natural deteriorado, a superfície artificial gera maior desgaste muscular e exige mais tempo de reabilitação.
Eu falo que prefiro um bom gramado natural do que um bom gramado sintético.
Claro que, se o gramado for ruim, eu prefiro o sintético, mas o sintético tem um impacto muito grande em termos de desgaste e recuperação.
Agora, o Vasco vai ter uma dificuldade maior para recuperar pro próximo jogo.
O impacto em termos físicos é muito maior do que no gramado natural.
Desafios do calendário e a busca por padronização
Além das diferentes opiniões sobre o tipo de piso, o debate expõe problemas crônicos do calendário nacional, intensificados pelo curto intervalo de descanso e pelos confrontos agendados logo após a Data FIFA.
A divergência entre os treinadores evidencia a necessidade urgente de discussões sobre a padronização das arenas e a melhoria na manutenção dos campos para proteger a integridade dos atletas no futuro das competições.






