Com uma base sólida em gigantes europeus e o legado de Zico, o Japão chega a Houston com ambição renovada para desafiar o Brasil em um duelo histórico pela Copa do Mundo.
A Seleção Brasileira terá um adversário com uma nova mentalidade pela frente. Vinte anos após o último encontro em um Mundial, o Japão desembarcou neste sábado (27) em Houston ostentando uma evolução tática e técnica que coloca os Samurais Azuis em um patamar bem mais competitivo do que aquele visto em 2006.
Diferente do passado, quando a base do elenco atuava majoritariamente em solo doméstico, o time atual vive a realidade do futebol de elite. Hoje, quase a totalidade dos convocados por Hajime Moriyasu atua em grandes ligas da Europa, o verdadeiro epicentro do esporte mundial, o que reflete uma mudança drástica na formação e no amadurecimento dos atletas japoneses.
A nova cara dos Samurais Azuis
A força do elenco nipônico é ilustrada por números significativos. Apenas três jogadores do grupo atuam atualmente na liga local: os dois goleiros reservas e o lendário lateral-esquerdo Nagatomo. Aos 39 anos, o veterano, que fez história ao se tornar o primeiro jogador asiático a disputar cinco edições de Copa do Mundo, é o símbolo de uma nação que deixou de ser apenas figurante para se tornar exportadora de talentos.
Entretanto, o técnico Moriyasu lida com apreensão. Peças-chave como o capitão Itakura, do Ajax, e o meia Kubo, da Real Sociedad, são dúvidas para o confronto decisivo contra o Brasil. Ambos sofreram lesões recentes e sua ausência seria um baque considerável para a estratégia japonesa.
Legado e gratidão
A evolução do Japão não é um fenômeno isolado. Nos bastidores, existe um reconhecimento claro à influência brasileira. O técnico nipônico não esconde a gratidão a Zico, ídolo eterno que, nos anos 90, ajudou a estruturar o futebol no país e chegou a comandar a seleção no Mundial de 2006.
“O futebol do Japão, que antes engatinhava, terá uma nova chance de derrotar o país que é referência em Copa do Mundo”, afirmou a comissão técnica, destacando o respeito e a ambição diante da seleção comandada por Carlo Ancelotti.
O confronto ganha contornos dramáticos, especialmente após os recentes triunfos do Japão em amistosos contra o próprio Brasil e a Inglaterra. O cenário de 2026 é claro: o Japão não é mais uma equipe em desenvolvimento, mas um adversário maduro que busca, com a força do futebol europeu, sua vitória mais impactante na história dos Mundiais.










