Após forte repercussão negativa e atrito com jogadores, a entidade máxima do futebol reviu seus protocolos e autorizou o uso do idioma espanhol em todas as coletivas.
A Fifa decidiu mudar sua postura e, a partir de agora, o espanhol será um dos idiomas oficiais garantidos em todas as entrevistas da Copa do Mundo. A medida, que já entrou em vigor, tem como objetivo acabar com as restrições linguísticas que vinham gerando desconforto entre atletas e jornalistas durante o torneio, igualando o espanhol ao inglês em termos de suporte e tradução simultânea.
A decisão surge como uma resposta direta à crise de imagem gerada pelo veto ao uso do idioma em ocasiões anteriores. Durante o embate entre Brasil e Marrocos, imagens de Vinícius Júnior e Achraf Hakimi sendo impedidos de responder perguntas em espanhol viralizaram, desencadeando uma onda de críticas contra a organização do evento.
Entenda a polêmica envolvendo Vini Jr.
O momento mais tenso ocorreu na zona mista, quando um repórter venezuelano solicitou uma declaração ao craque da Seleção Brasileira em espanhol. Vini Jr., jogador do Real Madrid, manteve uma postura firme e recusou o pedido, argumentando que a prioridade deveria ser a sua língua nativa. A cena ganhou repercussão global, colocando em xeque a flexibilidade da entidade em um torneio sediado, em parte, por nações de língua hispânica, como o México.
O que diz a Fifa?
Em nota oficial, a Fifa justificou o episódio inicial como uma falha operacional. Segundo a entidade, o planejamento de idiomas era feito caso a caso, conforme as demandas específicas de cada comissão técnica. No jogo entre brasileiros e marroquinos, por exemplo, o Brasil solicitou suporte em português e italiano — para atender ao técnico Carlo Ancelotti —, enquanto o Marrocos priorizou o árabe e o francês.
Essa logística limitada, aplicada em locais como Nova Jersey, acabou excluindo o espanhol, um dos idiomas mais falados do mundo. Com a correção de rota, a Fifa espera encerrar os desgastes diplomáticos e garantir que a comunicação oficial do Mundial seja mais inclusiva e profissional, respeitando a diversidade linguística dos jogadores e da imprensa que cobre a competição.
A mudança promete trazer mais tranquilidade para o restante do torneio, permitindo que atletas que atuam em grandes ligas europeias possam se comunicar com o público global no idioma que lhes for mais confortável.










