Justiça paulista determina que o Palmeiras entregue os documentos da transferência de Allan para o Manchester City, enquanto credores disputam o repasse milionário destinado ao Figueirense.
A transferência do meia Allan do Palmeiras para o Manchester City, concretizada por impressionantes 40 milhões de euros — o equivalente a cerca de R$ 240 milhões —, tornou-se o epicentro de uma complexa batalha jurídica nos tribunais brasileiros.
Embora o clube paulista figure apenas como um intermediário financeiro nessa operação e não responda como réu na ação principal, a Justiça exigiu a apresentação imediata de toda a documentação contratual relacionada ao negócio.
Exigência de transparência nos pagamentos
A determinação foi assinada pela juíza Marcella Leal Restum, da 5ª Vara Cível, estipulando um prazo de dez dias para que o Verdão entregue os contratos originais, anexos e eventuais aditivos.
O foco da exigência recae sobre o montante de aproximadamente R$ 24 milhões que o clube da Pompeia deve repassar aos cofres do Figueirense, conforme um acordo prévio firmado entre as equipes brasileiras em maio de 2025.
Credores disputam os recursos
O valor milionário atraiu a atenção de múltiplos credores que tentam assegurar o pagamento de antigas dívidas pendentes do time catarinense.
A disputa teve início com uma cobrança judicial movida pela M&F Investimentos e Participações S/A, que adquiriu um crédito originado de um empréstimo não quitado junto ao fundo Sports Partners.
O destino dos recursos depende exclusivamente dos desdobramentos judiciais, visto que diferentes frentes cobram o bloqueio preventivo das quantias.
Além da empresa detentora do crédito, o Athletico-PR e credores vinculados a uma ação trabalhista também pleitearam o bloqueio judicial do montante.
Diante dessa multiplicidade de cobranças, o Palmeiras aguarda novas orientações da Justiça para definir onde o capital deve ser depositado com segurança jurídica.








