A diretoria do Vasco corre contra o tempo para definir o palco do duelo decisivo contra o Boca Juniors, pela Copa Sul-Americana, após ter o pedido para atuar no Maracanã recusado pelo Flamengo.
A busca por um estádio para a semifinal da Copa Sul-Americana colocou o Vasco em uma situação urgente.
A Conmebol determinou um prazo rigoroso para que o clube carioca informe onde pretende mandar a partida de volta contra o Boca Juniors, marcada para o dia 20 de outubro.
Diante disso, a gestão cruzmaltina tem apenas até a próxima segunda-feira (05) para oficializar a decisão à entidade sul-americana.
O plano original da diretoria era utilizar o Maracanã, mas a negativa do consórcio administrador mudou drasticamente os planos para o confronto decisivo.
O veto do Flamengo e o calendário
A negativa oficial partiu do Consórcio Maracanã, gerido em parceria por Flamengo e Fluminense.
De acordo com o CEO do estádio, Fred Nantes, a decisão foi tomada por motivos estritamente técnicos, visando a preservação e a recuperação do gramado.
Outro fator determinante envolve o calendário do Flamengo.
O Rubro-Negro receberá o Estudiantes no Maracanã em 22 de outubro, pela volta da semifinal da Copa Libertadores.
Caso o Vasco jogasse no local dias antes, o campo teria um intervalo mínimo de apenas dois dias para manutenção.
Alternativas e o impacto em São Januário
Com o veto ao principal palco do Rio de Janeiro, a diretoria vascaína avalia seriamente mandar o confronto contra os argentinos em São Januário.
Para que isso ocorra, o presidente Pedrinho planeja dialogar diretamente com Juan Román Riquelme, mandatário do Boca Juniors, para alinhar questões de segurança e a carga de ingressos para a torcida visitante.
Apesar da vontade do clube, qualquer mudança de última hora ainda depende de uma autorização formal da Conmebol, que analisa os laudos de segurança e capacidade do estádio histórico em São Januário.
Relação estremecida com o rival
A polêmica gerou um efeito colateral direto nos bastidores do futebol brasileiro.
O presidente Pedrinho afirmou publicamente que o Vasco não tentará mais mandar partidas no Maracanã, inclusive rompendo o acordo para o clássico contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro.
Pedrinho declarou:
Eu não vou mais pedir para jogar no Maracanã, pois não sou aceito. Eu tenho estádio, então eu quero jogar em São Januário.
O dirigente indicou que o clássico do segundo turno também deverá ocorrer na casa cruzmaltina.
A definição do local da partida contra o Boca Juniors simboliza um momento de virada institucional para o Vasco, que busca consolidar sua autonomia em relação aos seus próprios domínios.
A decisão da próxima segunda-feira definirá não apenas o futuro na Copa Sul-Americana, mas também o tom das relações políticas entre os gigantes do futebol carioca para o restante da temporada.













