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Foto: Adriano Fontes / Flamengo FC
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A diretoria do Vasco corre contra o tempo para definir o palco do duelo decisivo contra o Boca Juniors, pela Copa Sul-Americana, após ter o pedido para atuar no Maracanã recusado pelo Flamengo.

A busca por um estádio para a semifinal da Copa Sul-Americana colocou o Vasco em uma situação urgente.

A Conmebol determinou um prazo rigoroso para que o clube carioca informe onde pretende mandar a partida de volta contra o Boca Juniors, marcada para o dia 20 de outubro.

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Diante disso, a gestão cruzmaltina tem apenas até a próxima segunda-feira (05) para oficializar a decisão à entidade sul-americana.

O plano original da diretoria era utilizar o Maracanã, mas a negativa do consórcio administrador mudou drasticamente os planos para o confronto decisivo.

O veto do Flamengo e o calendário

A negativa oficial partiu do Consórcio Maracanã, gerido em parceria por Flamengo e Fluminense.

De acordo com o CEO do estádio, Fred Nantes, a decisão foi tomada por motivos estritamente técnicos, visando a preservação e a recuperação do gramado.

Outro fator determinante envolve o calendário do Flamengo.

O Rubro-Negro receberá o Estudiantes no Maracanã em 22 de outubro, pela volta da semifinal da Copa Libertadores.

Caso o Vasco jogasse no local dias antes, o campo teria um intervalo mínimo de apenas dois dias para manutenção.

Alternativas e o impacto em São Januário

Com o veto ao principal palco do Rio de Janeiro, a diretoria vascaína avalia seriamente mandar o confronto contra os argentinos em São Januário.

Para que isso ocorra, o presidente Pedrinho planeja dialogar diretamente com Juan Román Riquelme, mandatário do Boca Juniors, para alinhar questões de segurança e a carga de ingressos para a torcida visitante.

Apesar da vontade do clube, qualquer mudança de última hora ainda depende de uma autorização formal da Conmebol, que analisa os laudos de segurança e capacidade do estádio histórico em São Januário.

Relação estremecida com o rival

A polêmica gerou um efeito colateral direto nos bastidores do futebol brasileiro.

O presidente Pedrinho afirmou publicamente que o Vasco não tentará mais mandar partidas no Maracanã, inclusive rompendo o acordo para o clássico contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro.

Pedrinho declarou:

Eu não vou mais pedir para jogar no Maracanã, pois não sou aceito. Eu tenho estádio, então eu quero jogar em São Januário.

O dirigente indicou que o clássico do segundo turno também deverá ocorrer na casa cruzmaltina.

A definição do local da partida contra o Boca Juniors simboliza um momento de virada institucional para o Vasco, que busca consolidar sua autonomia em relação aos seus próprios domínios.

A decisão da próxima segunda-feira definirá não apenas o futuro na Copa Sul-Americana, mas também o tom das relações políticas entre os gigantes do futebol carioca para o restante da temporada.

Equipe M360

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