A UEFA busca apoio do PSG para tentar extinguir a Copa do Mundo de Clubes. O movimento ameaça o futuro do torneio, que já conta com o Flamengo classificado para a edição de 2029.
A relação entre a UEFA e a FIFA atravessa um momento de extrema tensão, mesmo após a entidade máxima do futebol recuar sobre a venda de ações da Copa do Mundo de seleções. Embora um boicote iminente tenha sido evitado, a “guerra” nos bastidores continua.
Agora, o alvo da vez é a Copa do Mundo de Clubes, competição que a cúpula europeia deseja ver extinta do calendário internacional.
O Flamengo, atual campeão da Libertadores, observa o cenário com atenção, já que possui vaga assegurada para a edição de 2029. A tentativa de inviabilizar o torneio ganha força com a articulação de Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, que busca convencer o PSG a liderar o movimento de desmonte da competição.
A estratégia de Ceferin e a influência do PSG
Para colocar seu plano em prática, Ceferin mira em Nasser Al-Khelaifi, mandatário do PSG. Além de comandar o clube francês, Al-Khelaifi preside a Associação de Clubes Europeus (ECA), organização que representa mais de 850 agremiações no continente.
O encontro entre os dirigentes está previsto para o próximo dia 12 de agosto, durante a disputa da Supercopa da Europa, na Áustria.
Dificuldades políticas e bastidores
Entretanto, o apoio do PSG não é garantido.
Apesar do desejo da UEFA, o apoio do dono do PSG não deve ser simples. Afinal, Khelaifi é um aliado político público de Gianni Infantino, presidente da FIFA.
Aponta a Equipe M360. Vale lembrar que o próprio dirigente do clube parisiense teve papel fundamental na estruturação econômica da edição de 2025 do Mundial.
O descontentamento de vários clubes, que alegam não ter recebido os pagamentos de solidariedade prometidos pela FIFA após a primeira edição do torneio, pode ser um trunfo para a UEFA. O desfecho dessa disputa política segue como uma incógnita que pode alterar drasticamente o futuro dos grandes clubes sul-americanos, como o Flamengo.
O impacto dessa movimentação é direto. Caso a UEFA consiga êxito em sua investida, o calendário global precisará ser redesenhado. A expectativa dos torcedores é que o formato, que já se consolidou como uma grande atração, seja mantido, evitando que o futebol europeu tente centralizar unilateralmente as decisões que afetam todo o planeta.








