O técnico Rudi Garcia encerra seu ciclo na Seleção Belga após uma trajetória marcada por solidez e uma campanha honrosa nas quartas de final da Copa do Mundo 2026.
A passagem de Rudi Garcia pelo comando dos Diabos Vermelhos chega ao fim. A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) oficializou, nesta segunda-feira (20), que o treinador francês deixará o cargo ao término de julho, encerrando um ciclo de 18 meses à frente da equipe nacional. A decisão, tomada em comum acordo, coloca um ponto final em um período de estabilidade para o futebol da Bélgica.
Com 62 anos, o técnico assumiu o desafio de liderar uma geração em transição e conseguiu cumprir metas fundamentais, como a permanência na elite da Liga das Nações e a vaga no Mundial. Sob sua gestão, o time resgatou parte do brilho da “Geração de Ouro”, mantendo uma invencibilidade impressionante de 18 partidas, sendo derrotado apenas no início e no término de seu trabalho.
Uma trajetória de altos e baixos
A campanha belga na Copa do Mundo de 2026 foi carregada de emoção e resiliência. O ponto alto foi a virada épica contra o Senegal, onde o time reverteu um 2 a 0 nos minutos finais, além de uma vitória contundente sobre os anfitriões, os Estados Unidos, nas oitavas de final.
“Após conversas produtivas, decidimos em conjunto não prolongar a excelente trajetória dos últimos 18 meses”, destacou o comunicado oficial da federação.
O duelo final contra os campeões
A eliminação nas quartas de final teve um peso honroso. A Bélgica caiu por 2 a 1 para a Espanha, que viria a levantar o troféu mundial. Curiosamente, o gol marcado pela seleção belga foi o único que a poderosa defesa espanhola sofreu durante toda a competição, um feito que valoriza ainda mais o plano tático montado por Garcia.
O efeito cascata pós-Copa
A saída de Rudi Garcia reflete uma tendência global após o torneio intercontinental. Ele é o 18º treinador a deixar seu posto, integrando uma lista extensa que conta com nomes de peso como Didier Deschamps, da França, e Julian Nagelsmann, da Alemanha.
Agora, a RBFA inicia o planejamento para o próximo ciclo de competições europeias. Para o torcedor belga, fica o reconhecimento pelo profissionalismo de um técnico que soube extrair o melhor de estrelas como Kevin De Bruyne, Thibaut Courtois e Romelu Lukaku em momentos decisivos. O futuro da seleção agora depende de uma escolha criteriosa para manter a relevância belga no cenário internacional.















