A apenas três dias da grande final da Copa do Mundo de 2026, Luis de la Fuente, técnico da Seleção Espanhola, impõe foco total e pede disciplina emocional contra a Argentina.
A expectativa para o confronto decisivo do próximo domingo, às 16h (de Brasília), em Miami, atinge seu ápice. De um lado, a jovem e talentosa equipe da Espanha; do outro, a força coletiva e a tradição dos atuais campeões, a Argentina. Em meio ao clima de tensão natural de uma final de mundial, o comandante espanhol, Luis de la Fuente, adotou uma postura serena, mas firme, alertando seus comandados para que não caiam em provocações e se mantenham fiéis ao estilo de jogo que os credenciou a disputar o título.
Em entrevista à TVE, o treinador fez questão de blindar o grupo contra qualquer tipo de turbulência externa ou embates que fujam das quatro linhas. O objetivo é claro: garantir que a Espanha entre em campo focada exclusivamente na execução tática. Para De la Fuente, a identidade da equipe — pautada pela posse de bola inteligente e pela pressão asfixiante na perda — é o trunfo definitivo para superar os argentinos.
A identidade como arma principal
O plano de jogo espanhol está desenhado e o técnico não esconde o orgulho de sua filosofia. A disciplina, segundo ele, é a chave para anular o ímpeto da seleção de Lionel Scaloni.
“Quando temos a bola, damos sentido à ideia que queremos desenvolver. Quando não temos a bola, somos muito disciplinados, muito agressivos, atacando bastante o adversário para recuperar a bola rapidamente e contra-atacar. Essa é a nossa força”
Além da estratégia, o foco também recai sobre a joia espanhola Lamine Yamal. De la Fuente busca aliviar a carga sobre o jovem atacante, reforçando que, independentemente de um brilho individual isolado, o coletivo será o fator determinante para a conquista da taça em solo norte-americano.
Respeito e estratégia entre amigos
A final também reserva um duelo tático à parte entre o treinador espanhol e Lionel Scaloni. Longe de qualquer rivalidade acalorada, De la Fuente exaltou a relação de amizade e o aprendizado que carrega do colega argentino.
O treinador espanhol reconhece que o jogo será entre dois grandes competidores, mas não esconde a admiração pelo trabalho de gestão de grupo realizado por Scaloni nos últimos anos. Mesmo com o respeito mútuo, a ordem no vestiário da Furia é clara: manter a concentração absoluta e a serenidade para executar a estratégia traçada. Para De la Fuente, se a Espanha seguir à risca o seu manual de jogo, a taça estará mais perto de seguir para o continente europeu.










