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Conmebol adota novas regras de arbitragem mas exclui punição da lei Vini Jr

Conmebol adota novas regras de arbitragem mas exclui punição da lei Vini Jr
Conmebol confirma mudanças na arbitragem, mas deixa "lei Vini Jr." de fora. Foto: Angel Martinez/Getty Images / Esporte News Mundo
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Conmebol implementa novidades na arbitragem sul-americana, mas ‘Lei Vini Jr.’ fica de fora. Entenda as mudanças.

A Conmebol chacoalhou o cenário do futebol sul-americano com um novo pacote de regras de arbitragem. A partir de julho, as principais competições do continente, como a Libertadores e a Copa Sul-Americana, terão novidades que prometem agilizar o jogo e aprimorar a atuação do VAR. No entanto, uma ausência notável neste rol de atualizações é a chamada “Lei Vini Jr.”, uma medida recém-adotada pela FIFA para coibir gestos antidesportivos, especialmente em casos de racismo.

A decisão da entidade sul-americana de não incorporar a regra que pune jogadores que cobrem a boca em campo gerou debate. Enquanto a Conmebol busca modernizar suas competições, a não adesão a uma norma que visa combater manifestações discriminatórias levanta questionamentos sobre a prioridade na luta contra o racismo no esporte. A medida, que estreou na Copa do Mundo de 2026, não será replicada nos gramados da América do Sul.

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O que é a “Lei Vini Jr.” e por que a Conmebol a ignorou?

A “Lei Vini Jr.” surgiu de uma iniciativa da FIFA e da International Football Association Board (IFAB), com o objetivo explícito de combater o racismo e a xenofobia no futebol. A regra prevê a expulsão direta para atletas que, durante discussões, utilizam as mãos para cobrir a boca, impedindo a leitura labial e a identificação de possíveis insultos a adversários. A inspiração veio de um incidente envolvendo o craque brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid, em uma partida da Champions League.

Apesar de sua relevância no cenário global, a norma não é de aplicação obrigatória para todas as confederações. Assim como a UEFA, a Conmebol optou por não incluí-la em seu novo regulamento. A primeira aplicação da regra ocorreu na Copa do Mundo de 2026, quando o paraguaio Miguel Almirón foi expulso. Essa decisão da Conmebol sublinha uma divergência de prioridades em relação à FIFA e à IFAB no combate a certas condutas em campo.

As novas regras que agitarão o futebol sul-americano

Enquanto a “Lei Vini Jr.” fica de fora, outras importantes mudanças aprovadas pela IFAB e pela FIFA serão implementadas nas competições da Conmebol, visando um jogo mais dinâmico e justo. As alterações são:

Cobranças de lateral e tiro de meta: Jogadores terão um limite de cinco segundos para realizar as cobranças. Se o tempo for excedido, a posse de bola será revertida para o adversário, que terá um lateral a seu favor, ou um escanteio, no caso de tiro de meta.
Tempo para substituições: O jogador a ser substituído terá dez segundos para deixar o campo. Caso demore, o substituto precisará esperar um minuto para entrar, deixando a equipe com um jogador a menos temporariamente.
Atendimento médico em campo: Atletas que precisarem de atendimento médico fora do gramado terão que aguardar um minuto antes de serem autorizados a retornar ao jogo.
Ampliação da atuação do VAR: A arbitragem de vídeo agora poderá intervir para corrigir marcações equivocadas de escanteios e para situações de um segundo cartão amarelo aplicado por engano.

As novas regras, já em vigor na Copa do Mundo de 2026, prometem um impacto significativo no ritmo e na estratégia das partidas da Libertadores e da Sul-Americana. Resta saber como técnicos, jogadores e torcedores sul-americanos se adaptarão a essas inovações, e se a ausência da “Lei Vini Jr.” continuará gerando discussões acaloradas sobre o papel da confederação na luta contra o racismo.

A Conmebol demonstra um claro movimento em direção à modernização da arbitragem, buscando maior fluidez e precisão no jogo. No entanto, a exclusão da “Lei Vini Jr.” de seu regulamento levanta um questionamento pertinente sobre as ações da entidade no combate ao racismo, um tema tão sensível e crucial no futebol atual. O impacto dessas novas diretrizes será visto nos próximos jogos, e a espera por uma posição mais incisiva da Conmebol sobre a discriminação em campo permanece.

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