A gestão de Gianni Infantino na Fifa enfrenta questionamentos, mas o presidente mantém aliados estratégicos. Véron Mosengo-Omba, dirigente congolês, declarou lealdade absoluta ao mandatário da entidade.
Em meio a um cenário de instabilidade política nos bastidores da Fifa, a figura de Gianni Infantino segue sendo alvo de críticas sobre os rumos administrativos da instituição.
No entanto, o presidente conta com defensores de peso dentro das confederações africanas, fundamentais para a manutenção de sua hegemonia no comando do futebol mundial.
A declaração de apoio veio de Véron Mosengo-Omba, atual presidente da Federação Congolesa de Futebol (Fecofa).
Com uma trajetória que inclui anos como diretor na própria Fifa e uma longa amizade com Infantino, o dirigente reafirmou sua aliança em um momento de questionamentos por setores europeus.
Lealdade incondicional
A postura de Mosengo-Omba evidencia a divisão entre as federações que compõem o corpo eleitoral da Fifa.
Em entrevista recente, o dirigente não poupou palavras ao descrever sua fidelidade ao atual presidente da entidade máxima do futebol:
“A maioria das federações o apoia. Basta perguntar ao Congresso. Agora estão tentando atacar Gianni, mas estou pronto para levar um tiro por ele.”
Divergências sobre o FFE
Apesar da lealdade pessoal, o dirigente congolês admite que a gestão de Infantino não é imune a falhas.
Ele destacou, especificamente, as críticas ao projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), que visava atrair investimentos privados para os torneios da entidade.
“O que eu não gostei, e onde acho que Gianni errou, foi a forma como tudo foi feito. Porque o risco era que muitas empresas pudessem acabar organizando a Copa do Mundo. Essa é a minha crítica a ele.”
Impacto e futuro na Fifa
Apesar de suas ressalvas, Mosengo-Omba reconhece a necessidade de aportes financeiros para o desenvolvimento do futebol em países africanos.
O dirigente estima que novos modelos de gestão poderiam injetar milhões de dólares anuais em federações periféricas, transformando a realidade do esporte local.
O debate sobre o futuro da Fifa ganha contornos definitivos com a proximidade da definição das candidaturas para o próximo triênio.
O cenário político, marcado pela disputa de forças entre a CAF, Conmebol e as entidades europeias, promete ser o foco das atenções até março de 2027.








