A Fifa atendeu a um pedido da Conmebol e permitiu que jogadores convocados para a Copa do Mundo disputem a rodada final da Libertadores e Sul-Americana em maio.
A reta final da fase de grupos das competições continentais acaba de ganhar um alívio importante para os clubes sul-americanos. A Fifa oficializou uma mudança nas diretrizes de liberação de atletas, autorizando que jogadores convocados para o Mundial defendam suas equipes na última rodada da Libertadores e da Copa Sul-Americana, entre os dias 26 e 28 de maio.
A decisão atende a um pleito direto da Conmebol. A entidade buscava estabelecer uma paridade competitiva, garantindo que os times do continente não ficassem em desvantagem em relação às equipes europeias, que contarão com seus astros na final da Champions League, agendada para o dia 30 de maio. Para viabilizar a medida, a Fifa realizou um ajuste pontual no regulamento da Copa, ampliando as exceções que antes se restringiam apenas às finais continentais.
Impacto restrito aos torneios continentais
Apesar da flexibilização, a medida não é irrestrita. A exceção aprovada pela Fifa não contempla os jogos do Campeonato Brasileiro. Como o calendário nacional prevê rodadas nos dias 30 e 31 de maio, os clubes brasileiros que contarem com atletas selecionados para o torneio mundial sofrerão com desfalques importantes neste período.
Para a Seleção Brasileira, o cenário é de tranquilidade. A expectativa da comissão técnica é que os convocados se apresentem a partir do dia 27 de maio. Com a lista final dos atletas sendo revelada no próximo dia 18, no Rio de Janeiro, o planejamento segue o cronograma visando o amistoso contra o Panamá, no dia 31, antes do embarque definitivo da delegação para os Estados Unidos.
Esta movimentação reforça a complexidade de organizar o calendário do futebol em ano de Copa do Mundo. Enquanto os clubes brasileiros celebram a possibilidade de contar com seus principais talentos nas decisões de mata-mata ou classificação continental, a gestão do elenco durante o Brasileirão exigirá cautela e profundidade dos departamentos de futebol diante da ausência de peças-chave.









