Concacaf se opõe à proposta de Gianni Infantino de vender ações da Fifa para investidores.
A Concacaf, entidade que representa o futebol na América do Norte, Central e Caribe, manifestou publicamente sua rejeição à ambiciosa proposta de Gianni Infantino, presidente da Fifa.
Em reunião com suas 41 federações filiadas, a confederação votou contra a criação de uma nova empresa e a venda de ações para investidores privados, decisão que pode gerar turbulências na governança do futebol mundial.
Preocupações com governança e transparência
Em nota oficial, a Concacaf detalhou as razões para sua oposição.
A entidade apontou profundas preocupações com o que considera uma falta de devido processo legal e um prazo artificialmente curto para a análise da proposta.
A ausência de revisão e aprovação pelos órgãos de governança competentes da Fifa também foi citada como um ponto crítico.
Além disso, questiona-se a necessidade de investimento de capital privado para financiar programas da entidade, especialmente após o sucesso financeiro da última Copa do Mundo.
O plano da Fifa e o histórico da entidade
A proposta de Infantino visa a criação da “Fifa Forward Enterprise” (FFE), uma subsidiária que centralizaria as operações comerciais e principais competições da entidade.
O plano prevê a venda de 20% das ações, avaliadas em cerca de 4,2 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 21,5 bilhões), com a promessa de aumentar o repasse financeiro para as federações membros.
Contudo, a Concacaf utilizou o comunicado para relembrar o histórico de escândalos de corrupção na Fifa, ressaltando a importância de manter o foco nos valores do esporte e na integridade de suas decisões.
A rejeição da Concacaf soma-se a outras manifestações de descontentamento, como a da UEFA, que também declarou boicote a torneios da Fifa até que a proposta seja cancelada.
A decisão da confederação americana pode impactar significativamente a viabilidade do projeto de Infantino, que busca reformular o modelo financeiro da entidade máxima do futebol.









