O retorno do zagueiro Léo Ortiz coloca fim às preocupações no setor defensivo do Flamengo, criando um “problema bom” para o técnico Leonardo Jardim escalar o time.
A torcida rubro-negra pode comemorar uma notícia aguardada há dois meses. Liberado pelo departamento médico, o zagueiro Léo Ortiz está novamente à disposição da comissão técnica e deve figurar entre os relacionados para o clássico deste domingo contra o São Paulo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.
O defensor, que não atua desde o final de maio devido a uma lesão muscular na coxa, intensificou o trabalho durante a intertemporada. Com seu retorno, o treinador Leonardo Jardim atinge a marca inédita de ter todo o elenco defensivo disponível, consolidando a força do grupo para a sequência decisiva da temporada.
Um setor em plena ebulição
Ter todas as peças à disposição traz um desafio tático para o português: definir quem será o titular absoluto de uma defesa que já se provou sólida no primeiro semestre. Nas laterais, a disputa esquentou. Emerson Royal vive grande fase e superou Varela, enquanto o setor esquerdo segue sob observação, com Ayrton Lucas oscilando e Alex Sandro buscando o ápice de sua condição física.
Na zaga, a dupla Léo Ortiz e Léo Pereira, que iniciou o ano como favorita, agora precisa lidar com a ascensão de outros nomes que aproveitaram as chances durante a ausência do camisa 3.
A ascensão de Vitão
O zagueiro Vitão foi um dos grandes destaques do período de intertemporada. Ganhando minutos valiosos e entrosamento com João Victor, o atleta mostrou maturidade e convenceu a comissão técnica de que pode brigar por uma vaga fixa no time principal.
“Essa intertemporada foi muito boa para ter sequência e mostrar mais para o Mister o meu estilo de jogo, meu comportamento de jogo. Por mais que você treine no mais alto nível, o jogo a gente sabe que é diferente. Estou muito feliz com a sequência, espero continuar trabalhando e aproveitando da melhor maneira as oportunidades.”
Olho no futuro
O Flamengo encerrou a primeira parte do ano com números expressivos, sendo a segunda defesa menos vazada do país, com apenas 16 gols sofridos. O desafio agora, com a chegada do mata-mata da Libertadores e a continuidade do Brasileirão, é manter esse desempenho com uma concorrência interna feroz. Jardim terá que decidir se mantém o rodízio que deu ritmo ao elenco ou se elege uma linha de frente definitiva para buscar os títulos da temporada. Raça, amor e paixão não faltarão nesta disputa por espaço.










