A lendária camisa utilizada pelo Rei Pelé na final da Copa de 1958 foi arrematada em Nova York por R$ 27 milhões, tornando-se uma das relíquias mais valiosas da história.
O universo das memórias esportivas viveu um momento de euforia nesta quinta-feira (16). A lendária camisa azul utilizada pelo eterno Rei Pelé na final da Copa do Mundo de 1958 foi leiloada pela renomada casa Sotheby’s, em Nova York. O item, que representa o despertar de um gênio para o planeta, alcançou a cifra impressionante de US$ 4,9 milhões, aproximadamente R$ 27 milhões na cotação atual.
A peça não é apenas um tecido, mas um pedaço da alma do futebol brasileiro. Com o icônico número 10 às costas, o uniforme testemunhou a genialidade de um jovem de apenas 17 anos que, diante da Suécia, encantou o mundo ao marcar dois gols na vitória por 5 a 2, consolidando o primeiro título mundial da Seleção Brasileira.
Um legado que atravessa gerações
A trajetória desta relíquia é tão fascinante quanto o futebol do Atleta do Século. Após o apito final em 1958, o Rei presenteou a camisa ao seu companheiro de equipe, Dida. Por décadas, o manto permaneceu guardado com a família do ex-jogador, sendo preservado como um tesouro de valor inestimável antes de iniciar uma jornada por museus e leilões especializados.
“A mística de 1958 nunca morrerá, pois ela foi o alicerce que construiu o pentacampeonato da Seleção Brasileira e transformou o futebol em uma religião nacional.”
O topo da pirâmide e os recordes históricos
Apesar da expectativa de atingir a marca de US$ 6 milhões, o valor final ficou ligeiramente abaixo da projeção inicial. Ainda assim, a venda foi um marco, consolidando o artigo como a segunda camisa de futebol mais cara já comercializada em um pregão oficial. O posto de número um permanece com a vestimenta utilizada por Diego Maradona na Copa de 1986, vendida por astronômicos US$ 9,3 milhões.
O mercado de colecionadores mostra que a paixão pelo esporte vai muito além das quatro linhas. Ao ser arrematada por um comprador anônimo, a camisa de Pelé reacende o debate sobre o valor histórico dos artefatos que definiram o esporte. Para os torcedores brasileiros, o valor financeiro é apenas um detalhe frente à dimensão do legado deixado pelo Rei, que ainda hoje, com Raça, Amor e Paixão, continua sendo a maior referência do esporte mundial.











