A FIFA escalou o árbitro norte-americano Ismail Elfath para o decisivo duelo entre Brasil e Noruega. O juiz traz na bagagem um histórico polêmico com a Seleção Brasileira.
A expectativa para o mata-mata da Copa do Mundo só aumenta. Com o objetivo de conquistar a vaga nas quartas de final, a Seleção Brasileira encara a Noruega neste domingo, às 17h. O comando do apito ficará por conta do norte-americano Ismail Elfath, figura que já cruzou o caminho do futebol brasileiro em momentos de sentimentos distintos.
A escolha da entidade máxima do futebol traz à tona lembranças recentes. O árbitro esteve presente em resultados negativos do Brasil, como a derrota para Camarões no último mundial e o revés contra a França em um amistoso preparatório. Por outro lado, o juiz também apitou a histórica virada do Flamengo sobre o Al-Hilal, por 3 a 1, no Mundial de Clubes de 2019.
Histórico e preparação
Ismail Elfath terá o auxílio de Corey Parker e Kyle Atkins, também dos Estados Unidos, enquanto o hondurenho Said Martínez será o quarto árbitro. Até o momento, o VAR não teve sua composição oficializada. Em suas atuações anteriores nesta edição, o juiz manteve um tom rigoroso, chegando a expulsar o uruguaio Canobbio.
“A arbitragem de alto nível exige equilíbrio, especialmente em confrontos de mata-mata onde cada detalhe pode definir o destino de uma nação inteira na competição.”
Desafio tático e tabu
O técnico Carlo Ancelotti vive a pressão de encontrar o substituto ideal para Lucas Paquetá, vetado por lesão. Danilo Santos desponta como o favorito para preencher a lacuna no meio-campo e garantir o equilíbrio necessário para frear a força ofensiva de Erling Haaland, a grande estrela dos noruegueses.
O desafio é histórico. O Brasil carrega um tabu incômodo: nunca venceu a Noruega em confrontos oficiais, somando duas derrotas e dois empates. O duelo remete à traumática derrota de 1998, na França, e agora o time comandado por Ancelotti busca escrever uma nova história, com a garra e a tradição que a camisa amarelinha exige. O caminho rumo ao título passa por superar não apenas o adversário europeu, mas também as sombras do passado.












