A Justiça do Distrito Federal manteve o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, como réu em processo de estelionato após recusar recurso da defesa do atleta rubro-negro.
O imbróglio jurídico envolvendo o camisa 27 do Flamengo ganhou um novo capítulo. O TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) negou o pedido da defesa de Bruno Henrique para extinguir a acusação de estelionato. O caso remete ao duelo entre Flamengo e Santos, válido pelo Campeonato Brasileiro de 2023, realizado em Brasília.
O jogador é acusado de ter forçado intencionalmente um cartão amarelo durante a partida para beneficiar esquemas de apostas esportivas. A decisão do desembargador Jair Soares reforça o entendimento de que a denúncia possui fundamentos sólidos para seguir tramitando na esfera criminal.
A argumentação da defesa e a decisão judicial
Os advogados de Bruno Henrique buscavam invalidar o processo sob o argumento de que as casas de apostas, apontadas como as partes prejudicadas, não apresentaram representações formais contra o jogador. A estratégia era desqualificar a ação por falta de queixa direta das supostas vítimas.
Entretanto, o magistrado foi claro ao refutar a tese, pontuando que o interesse da persecução penal ficou evidente.
“A representação para os crimes de ação penal pública condicionada não exige formalidade específica, bastando a demonstração inequívoca do interesse da vítima na persecução penal, cuja aferição, em sede de recurso especial, não pode exigir reexame de provas, sob pena de violação da Súmula n. 7/STJ”, afirmou o desembargador em seu despacho.
Impactos do processo e próximos passos
Além do ídolo rubro-negro, outras oito pessoas, incluindo o irmão do atleta, Wander Nunes Pinto Júnior, e a cunhada, Ludymilla Araújo Lima, permanecem como réus. Caso sejam condenados, os envolvidos podem cumprir penas que variam entre um e cinco anos de reclusão.
Vale lembrar que, no âmbito desportivo, o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) já havia encerrado as investigações em novembro de 2025, aplicando apenas uma multa pecuniária de R$ 100 mil ao jogador.
Atualmente, Bruno Henrique segue à disposição da comissão técnica e com seu contrato renovado com o clube carioca até o final de 2027. O desenrolar do processo judicial segue como um ponto de atenção para a carreira do atacante, que continua defendendo as cores do Mais Querido em meio às disputas das competições nacionais e internacionais.












