Portugal inicia nesta quinta-feira sua caminhada no mata-mata da Copa do Mundo 2026 contra a Croácia; técnico Roberto Martínez aposta na união do grupo para superar o desafio.
A fase de grupos ficou para trás, mas os ecos das atuações instáveis de Portugal ainda repercutem nos bastidores. Após encerrar a primeira etapa na segunda colocação, logo atrás da surpreendente seleção da Colômbia, o time luso volta as atenções para o confronto eliminatório diante da Croácia. Para o comandante Roberto Martínez, o momento é de virar a chave: o mata-mata é, em suas palavras, um “novo torneio”.
O treinador espanhol não esconde a confiança no elenco que tem em mãos. Mesmo com críticas externas após os empates contra a República Democrática do Congo e a Colômbia, o técnico valoriza o rodízio de atletas feito até aqui. A estratégia, segundo ele, foi fundamental para manter o grupo inteiro e mentalmente pronto para a decisão que se avizinha em Toronto.
O peso da experiência em campo
O grande destaque do embate desta quinta-feira não fica apenas na parte tática. O reencontro geracional entre os veteranos Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, e Luka Modric, de 40, coloca frente a frente dois dos maiores ícones do futebol mundial. Para Martínez, a longevidade da dupla transcende as estatísticas e serve de guia para os mais jovens.
“São dois jogadores acima da opinião pública, porque a longevidade faz com que sejam especiais. Idade é só um número, o importante é o que eles fazem e o exemplo do vestiário.”
Desafios climáticos e a mentalidade portuguesa
Além da qualidade técnica do adversário croata, a seleção de Portugal precisará lidar com um fator extra: o calor intenso em Toronto, com previsão de 31 graus. O staff português, precavido, realizou treinamentos específicos em Palm Beach para simular as condições de umidade e temperatura extrema. É o tipo de detalhe que separa a classificação da eliminação precoco.
Sem favoritismo, com raça e paixão
Questionado sobre um possível favoritismo lusitano na competição, o técnico adotou uma postura de total humildade. Para o comandante, a verdadeira pressão recai sobre seleções que já ergueram a taça do mundo. O foco agora é encarar cada minuto como uma final, onde o sofrimento em campo será parte do caminho.
“O mais importante é que a equipe tem muita força, união e compromisso de representar Portugal. Temos a força e a preparação, para amanhã falta a coragem de acreditar.”
Com o apoio de uma nação inteira e a determinação de um grupo que busca o topo, Portugal entra em campo com a missão de provar que a fase de grupos foi apenas um laboratório. A partir de agora, o lema é um só: raça, amor e paixão em busca da glória máxima no Mundial. O destino será selado em 90 minutos – ou quem sabe mais – de muita entrega técnica e emocional.












