Ícones do futebol brasileiro como Cafu, Roberto Carlos e Bebeto saem em defesa da pausa para hidratação na Copa do Mundo de 2026, apesar das críticas de treinadores europeus.
A Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, trouxe não apenas a emoção do futebol de alto nível, mas também uma polêmica que tem dividido opiniões: a pausa obrigatória para hidratação. Enquanto nomes de peso no comando técnico, como Lionel Scaloni, Marcelo Bielsa e Thomas Tuchel, questionam a interrupção por considerarem que ela quebra o dinamismo das partidas, figuras lendárias da nossa Seleção Brasileira enxergam a medida com outros olhos.
Para Cafu, Roberto Carlos e Bebeto, o breve intervalo de três minutos em cada tempo de jogo não é um obstáculo ao espetáculo, mas sim uma evolução necessária. Com o termômetro elevando-se nas cidades-sede norte-americanas, os craques defendem que a saúde do atleta deve estar acima de qualquer debate estético ou tático.
A visão de quem fez história
O capitão do penta, Cafu, foi um dos defensores mais enfáticos da mudança implementada pela Fifa. Para o ex-lateral, a tecnologia e o tempo extra para hidratação seriam aliados valiosos em sua época de jogador.
“Se tivesse acesso a essa tecnologia e tempo para hidratação em sua época, teria mais energia e estaria mais descansado, conseguindo correr mais quilômetros por jogo.”
Já o lendário Roberto Carlos foca no aspecto tático da interrupção. O ex-lateral-esquerdo acredita que o breve respiro é, na verdade, uma oportunidade estratégica para os treinadores corrigirem posicionamentos antes restritos apenas ao intervalo.
Experiência de quem viveu o calor americano
Bebeto, que ergueu a taça em 1994, também em solo norte-americano, traz a vivência do passado para validar a decisão da entidade máxima do futebol. Segundo ele, enfrentar as condições climáticas intensas da região exige cautela.
“A pausa proporciona um descanso crucial e hidratação para os atletas, o que é fundamental em condições de calor insuportável.”
O embate de opiniões
O debate permanece acalorado nas arquibancadas e nos bancos de reservas. Enquanto a Fifa mantém a postura de que a medida garante um ambiente de jogo justo e seguro para todas as seleções, parte do público e técnicos renomados protestam contra a fragmentação do tempo. Lionel Scaloni, por exemplo, chegou a ironizar o formato, afirmando que a interrupção cria uma partida com “quatro tempos”, distanciando-se da fluidez clássica do futebol.
O fato é que, independentemente da resistência de alguns, a pausa para hidratação se consolidou como uma marca desta edição da Copa do Mundo. O esporte segue evoluindo, e a proteção física dos protagonistas dentro de campo, defendida por nossos ídolos, parece ser o caminho sem volta para garantir que a raça e o talento prevaleçam sob qualquer temperatura.












