Uma polêmica análise do jornal americano The Athletic reacende o debate sobre o gigantismo no futebol, colocando a Alemanha à frente do Brasil pelo número de pódios em Copas do Mundo.
A discussão sobre qual é a maior potência do futebol mundial ganhou um capítulo inusitado e controverso. Logo após a eliminação da Alemanha para o Paraguai nesta Copa do Mundo de 2026, o conceituado portal norte-americano The Athletic publicou um artigo que desafia a hegemonia histórica da Seleção Brasileira. Para o periódico, o critério de sucesso não deve se restringir apenas às taças, mas à constância entre os três melhores do torneio.
A análise, assinada pelo jornalista Matt Slater, argumenta que o rigor e a consistência histórica dos alemães superam a trajetória brasileira. Embora o Brasil ostente mais títulos, o texto defende que a presença constante no pódio coloca os europeus em um patamar superior, especialmente considerando o período entre 2002 e 2014, quando a seleção alemã se tornou uma máquina de chegar às fases finais.
O critério dos 12 pódios
O cerne da polêmica reside na estatística de pódios da FIFA. Segundo o levantamento, a Alemanha alcançou o pódio em 12 oportunidades, sendo quatro títulos mundiais, quatro vice-campeonatos e quatro terceiros lugares. Para o autor, esse volume de conquistas é inigualável na história das Copas.
“Quando a Alemanha venceu a Argentina em 2014 e conquistou seu quarto título de Copa do Mundo em 17 tentativas, eles completaram uma sequência de quatro edições desde 2002 em que terminaram em segundo, terceiro, terceiro e, aí, primeiro. Naquele momento, só os brasileiros mais fanáticos discutiriam com a ideia de que a Alemanha era a maior seleção da Copa do Mundo.”
Uma crise de identidade ou apenas fase?
O artigo também aborda o declínio recente da seleção alemã. O texto traça um paralelo com a crise vivida pelo país após a Copa de 1998, sugerindo que, assim como no passado, a atual eliminação precoce pode servir como combustível para uma profunda reestruturação interna. A confiança no processo alemão, que pavimentou o caminho de volta ao topo no início dos anos 2000, ainda é vista como uma referência de gestão esportiva.
Enquanto a polêmica ganha força nas redes sociais e divide opiniões entre torcedores, o foco do mundo do futebol se volta para os próximos jogos da Copa 26. Para o Brasil, que segue na disputa e mantém vivo o sonho do hexacampeonato, a resposta para qualquer debate sobre grandeza continua sendo dentro das quatro linhas, onde a história da nossa camisa é construída com cada vitória rumo ao título.












