Ídolo no Japão e ex-jogador com passagens por gigantes brasileiros, Alcindo analisa o confronto decisivo entre Brasil e Japão, revelando onde a Seleção pode encontrar o caminho da vitória.
A Seleção Brasileira se prepara para um duelo decisivo nesta segunda-feira, às 14h (de Brasília), em Houston. No mata-mata da Copa do Mundo 2026, o desafio será encarar o Japão, uma equipe que evoluiu drasticamente no cenário mundial. Para dissecar esse confronto, ninguém melhor do que Alcindo, ex-atacante que marcou época em terras nipônicas e conhece como poucos as nuances desse futebol.
Com passagens por clubes como Flamengo, Corinthians, São Paulo, Grêmio e Fluminense, Alcindo viveu o auge da carreira no Oriente a partir de 1993, após um convite de Zico para defender o Kashima Antlers. Hoje, aos 58 anos e vivendo como agricultor no Paraná, ele mantém um olhar atento sobre o time que conhece profundamente e alerta que o otimismo excessivo pode ser um erro fatal para o Brasil.
O caminho para a vitória brasileira
Para o ex-jogador, que chegou a ser garoto-propaganda de perucas durante sua passagem pelo país, o segredo para o Brasil avançar está em um detalhe tático específico. Ele enxerga uma vulnerabilidade histórica na defesa nipônica que pode ser explorada pelos comandados de Carlo Ancelotti.
“O Japão sempre teve a dificuldade na bola aérea, porque os jogadores sempre foram mais baixos, pela estatura. É um ponto vulnerável e o jogador brasileiro tem essa qualidade e pode aproveitar essa diferença no individual. Esse pode ser o caminho.”
Respeito ao rival e o peso da evolução japonesa
Apesar de apontar um caminho, Alcindo descarta qualquer possibilidade de facilidade ou goleada brasileira. O ex-atacante destaca que a disciplina tática e a experiência dos atletas japoneses, muitos deles atuando em ligas europeias, transformaram o Japão em uma seleção perigosa e extremamente competitiva.
“Não vai sair goleada de nenhum lado, esquece, acabou aquele tempo. Vai ser um jogo difícil para o Brasil, porque a seleção japonesa evoluiu muito nesses anos. Nunca mais ficou fora da Copa do Mundo. O trabalho desenvolvido é sempre muito bem feito.”
O sonho do hexa e a aposta em Vini Jr.
Mesmo reconhecendo o equilíbrio do futebol atual — citando surpresas como Cabo Verde e Equador no Mundial —, Alcindo mantém viva a esperança do hexa. Ele ressalta que o Brasil tem crescido ao longo da competição, mas enfatiza que o time precisa elevar ainda mais o nível de atuação.
Para decidir o confronto em Houston, o ídolo aposta na genialidade individual de um nome em especial: *“Nós temos uma carta na manga muito forte, que é o Vinícius Júnior que está jogando bem demais”*. Agora, resta saber se a Seleção Brasileira conseguirá transformar a análise técnica de quem viveu o futebol japonês em gols e na tão sonhada classificação para a próxima fase.










