Lucas Paquetá assume que a ansiedade atrapalhou sua cobrança de pênalti na eliminação do Flamengo na Conmebol Libertadores, destacando o peso emocional em momentos decisivos.
A eliminação do Flamengo na semifinal da Conmebol Libertadores ainda ecoa nos bastidores do clube carioca, especialmente pela forma dramática como aconteceu.
O revés diante do Estudiantes evidenciou não apenas o peso de uma decisão continental, mas também o fator psicológico que envolve cobranças de penalidades em jogos eliminatórios.
O principal assunto dos bastidores envolveu a falha do meia Lucas Paquetá, que abriu o jogo sobre a cobrança desperdiçada e os motivos que levaram ao erro capital na série de penalidades.
A noite na competição sul-americana ficou marcada por um verdadeiro drama nas cobranças da marca da cal.
O Rubro-Negro acabou superado após desperdiçar três oportunidades consecutivas na mesma série, uma sequência incomum que selou a queda precoce do time comandado por sua comissão técnica.
Além de Lucas Paquetá, o meio-campista Jorginho e o atacante Bruno Henrique também falharam em suas tentativas, impedindo que o clube avançasse para a grande decisão do torneio continental.
O peso da ansiedade na marca da cal
Ao explicar a dinâmica do lance, Lucas Paquetá revelou que havia escolhido o canto antes mesmo de iniciar a corrida para a bola.
A intenção era aguardar a movimentação do goleiro adversário para deslocá-lo, estratégia comum entre cobradores experientes.
Contudo, o atleta admitiu que a ânsia de balançar as redes rapidamente interferiu na execução técnica, gerando uma pressa prejudicial no momento do chute.
Lucas Paquetá afirmou:
“Acho que eu defini antes, defino o lado. Eu espero (o goleiro definir), mas é difícil, batida difícil. Tem que ter a calma e esperar até o final e acabei… A gente fica com vontade de fazer o gol logo, óbvio. Mas às vezes dá errado. É continuar treinando e melhorar”
Com a classificação garantida mesmo após um erro próprio na série, o Estudiantes avançou para encarar o Palmeiras na grande final da Conmebol Libertadores.
A postura de Lucas Paquetá ao assumir a responsabilidade pública pela falha contrasta com tentativas de justificativas vazias, evidenciando maturidade diante de um cenário de alta pressão.
Bastidores e intensidade em campo
Além do revés continental, o meia aproveitou para comentar sobre um episódio recente ocorrido durante o empate em 2 a 2 contra o Santos, na Vila Belmiro.
Na ocasião, o jogador aplicou um carrinho por trás em Neymar, gerando irritação imediata no atacante santista.
Contudo, o mal-entendido dissolveu-se rapidamente assim que houve o reconhecimento mútuo, culminando em um abraço amigável que atestou a rivalidade apenas dentro das quatro linhas.
O momento turbulento exige resiliência de todo o elenco do Flamengo para a sequência da temporada.
A frustração com a queda na Conmebol Libertadores transforma-se agora em combustível para ajustes técnicos e psicológicos, preparando o grupo para os próximos desafios esportivos que virão nos torneios nacionais.







