Juan Sebastián Verón assegura que o Estudiantes não corre risco de perder a vaga na final da Libertadores após a escalação contestada de Marcos Rojo contra o Flamengo.
A batalha nos tribunais sul-americanos ganhou um novo capítulo com as declarações veementes da diretoria argentina. O presidente do Estudiantes demonstrou total convicção sobre a legalidade da escalação do zagueiro no jogo decisivo contra o clube brasileiro.
Mesmo com a ofensiva jurídica promovida pelo Flamengo junto à CONMEBOL, a alta cúpula da equipe de La Plata descarta qualquer possibilidade de sanção disciplinar. O impasse gira em torno da utilização do atleta Marcos Rojo na partida de volta da semifinal.
Em pronunciamento concedido à imprensa de seu país, o dirigente ressaltou que o departamento jurídico tomou todas as precauções cabíveis antes de mandar o defensor a campo no confronto decisivo.
A defesa do Estudiantes e a liminar no CAS
A controvérsia teve início quando a entidade máxima do futebol sul-americano vetou a inscrição inicial do zagueiro em meados de outubro, após uma consulta formal realizada junto à FIFA.
Diante da negativa, os argentinos recorreram à Corte Arbitral do Esporte (CAS), obtendo uma medida cautelar que garantiu a liberação provisória para o atleta atuar.
Desde o primeiro momento com o tema do Marcos nos assessoramos, não queríamos ter nenhum problema. Se tivéssemos o risco, não íamos fazer nada. A CAS foi a favor de nós. Mas o mais importante é que nós não corremos o risco de não jogar a final.
O mandatário Juan Sebastián Verón reforçou durante entrevista à Rádio La Red que a instituição agiu estritamente respaldada pelo parecer da corte internacional.
O pleito do Flamengo e os bastidores jurídicos
Por outro lado, a diretoria do Flamengo formalizou sua contestação exigindo a aplicação de derrota por 3 a 0 ao adversário, embasando o pedido no histórico de punições da competição.
O clube carioca argumenta que busca a isonomia regulamentar e relembra o julgamento do Santos em 2018 como precedente para a perda dos pontos da partida.
Nos bastidores da Gávea, a expectativa de uma reviravolta nos tribunais é alta, com os dirigentes confiando na anulação do resultado obtido pelos argentinos no gramado.
Na defesa apresentada no fim de outubro, o time de La Plata alega que uma eventual decisão contrária posterior não deve gerar efeito retroativo sobre a partida já disputada.
Foco dividido entre a justiça e o Brasileirão
Enquanto aguarda o desfecho do processo na CONMEBOL, o rubro-negro precisa virar a chave e concentrar suas atenções nos compromissos da temporada nacional.
A equipe carioca se prepara para encarar o Vasco no Estádio Nilton Santos pelo Brasileirão, buscando manter o ritmo no clássico estadual.
A definição jurídica promete desdobramentos nos próximos dias, enquanto a ansiedade cresce entre torcedores e dirigentes sobre quem disputará a cobiçada taça continental.








