Técnico Fernando Diniz admite dificuldades e assume responsabilidade pela má fase do Corinthians.
Em um momento delicado para o Corinthians, o técnico Fernando Diniz concedeu entrevista coletiva e externou um tom de autocrítica ao analisar o desempenho recente da equipe. O treinador reconheceu a “responsabilidade grande” pela sequência negativa, que inclui a eliminação na Copa Libertadores para o Estudiantes, e admitiu a incapacidade de encontrar soluções para os problemas táticos e de elenco.
A má fase corintiana se reflete nos números: seis jogos sem vencer, com cinco derrotas e um empate. Em um retrospecto mais amplo, em dez partidas, o time acumulou seis reveses, dois empates e apenas duas vitórias. Essa queda de rendimento ocorre enquanto o clube luta na parte intermediária do Campeonato Brasileiro, a apenas quatro pontos da zona de rebaixamento, e já se despediu da Copa do Brasil.
Falta de Soluções Ofensivas e Ausência de Yuri Alberto
Um dos pontos mais abordados por Diniz foi a dificuldade em suprir a ausência do atacante Yuri Alberto. O centroavante, artilheiro do time na temporada com oito gols, está fora por lesão e sua falta se tornou um problema crônico para o setor ofensivo. O treinador lamentou a situação:
“O Yuri faz muita falta, muita mesmo. É um jogador com características específicas. Fez mais falta do que deveria. Não conseguimos encontrar soluções para o problema.”
Diniz também detalhou as dificuldades em encontrar alternativas para o ataque. A tentativa de usar Pedro Raul como referência não surtiu o efeito esperado, assim como o retorno de Memphis não trouxe o impacto ofensivo desejado, mesmo com Kaio César atuando ao lado. A ausência de Yuri Alberto, somada à perda de outros jogadores como Zakaria e André, limitou consideravelmente as opções do comandante.
Crise Institucional e Financeira Agravam o Cenário
Além dos problemas dentro de campo, o Corinthians atravessa uma profunda crise financeira e administrativa. Atrasos salariais, direitos de imagem não pagos e a proibição de contratações (três transfer bans) na última janela de transferências fragilizaram ainda mais o elenco. O técnico reconheceu o impacto das questões externas no desempenho da equipe.
“Institucionalmente, a situação do Corinthians é difícil. Tem muita dívida, vejo o presidente e o Marcelo fazendo de tudo para arrumar dinheiro. Tivemos um início bom de trabalho, com sete jogos sem sofrer gols, subimos na tabela e passamos de fase na Copa do Brasil e na Libertadores. Nas férias, tivemos um momento muito bom, mas, ao mesmo tempo, teve problemas institucionais que coincidiram com o momento ruim que estamos vivendo dentro de campo.”
O Ministério Público investiga a possibilidade de intervenção judicial no clube devido às irregularidades financeiras e administrativas, o que adiciona mais um capítulo à turbulenta gestão corintiana.
Próximos Compromissos
O último desafio do Corinthians antes da pausa para a Data Fifa será contra o Fluminense, neste domingo, às 16h (de Brasília), na Neo Química Arena, pela 28ª rodada do Brasileirão. A partida é crucial para tentar interromper a má sequência e dar um respiro ao técnico e à equipe. Após este confronto, o time volta a campo apenas em 7 de outubro, contra o Internacional, no Beira-Rio.








