Após empate na Arena da Baixada, o técnico do Flamengo, Leonardo Jardim, não poupou críticas ao gramado sintético, descrevendo-o como um “carpete de casa”.
O recente empate em 1 a 1 entre Flamengo e Athletico Paranaense, no último domingo pelo Campeonato Brasileiro, gerou mais do que apenas discussão sobre o placar. O confronto na Arena da Baixada, conhecida por seu peculiar gramado sintético, foi o palco para a contundente crítica do treinador rubro-negro, Leonardo Jardim.
A performance dos jogadores e a qualidade do espetáculo foram, na visão do técnico, diretamente afetadas pelas condições do campo. A declaração de Jardim coloca novamente em pauta a adequação dos pisos sintéticos para o futebol de alto nível, especialmente para equipes com estilo de jogo baseado na técnica, como o Flamengo.
A Dura Crítica ao Gramado Sintético
Em coletiva de imprensa, Leonardo Jardim expressou seu descontentamento com o piso da Arena da Baixada. Ele enfatizou a necessidade de campos com melhor qualidade para um futebol mais fluído, embora tenha ressaltado que as condições do gramado não justificam resultados passados, como a derrota na Copa do Brasil.
A principal queixa do treinador focou na sensação tátil e visual do gramado. Sua descrição detalhada revela a insatisfação com a superfície de jogo.
“Esse sintético está no limite de utilização, até me disseram que vai ser trocado. Ele parece mais um carpete de casa do que um campo de futebol. Por isso que já vão trocar.”
Impacto nos Jogadores Técnicos
A preocupação de Jardim se estende ao elenco do Flamengo, que conta com jogadores de alta capacidade técnica. Nomes como Plata, Jorginho e Paquetá, que exigem um piso que favoreça o toque de bola e a velocidade, são os mais prejudicados pelas condições do campo.
A integridade física dos atletas também é um ponto de atenção. O técnico rubro-negro mencionou a necessidade de recuperar um jogador após um impacto sofrido na partida, destacando como a qualidade do gramado é fundamental para a performance e a saúde dos atletas.
“A vinda de jogadores mais técnicos que temos de fora… depois da porrada que tomou hoje não sei se estará disponível, vamos tentar recuperar isso. Porque tendo jogadores mais técnicos, a qualidade do jogo também é melhor e isso é fundamental para a nossa ideia.”
Troca Programada na Arena da Baixada
Curiosamente, a avaliação de Jardim ecoa planos já existentes. O Athletico Paranaense, em comunicado oficial de janeiro, confirmou a substituição do gramado sintético, que foi instalado em 2016.
A troca está programada para a pausa da Copa do Mundo, entre 1º de junho e 19 de julho de 2026. Até lá, uma manutenção programada foi estabelecida para o período de 18 a 23 de janeiro, visando garantir as melhores condições possíveis para os próximos jogos.
Análise de Kevin Viveros
Além das críticas ao campo, Leonardo Jardim também teceu comentários sobre o desempenho do atacante colombiano Kevin Viveros, do Athletico. Ele o descreveu como um jogador de transição muito forte, ideal para equipes que adotam esse estilo de jogo.
O técnico do Flamengo observou a capacidade de Viveros em duelos físicos, reconhecendo sua importância no esquema tático adversário, apesar de ressalvas sobre como ele se encaixaria em um jogo mais focado na posse de bola.
“Viveros é um jogador muito forte e de transição. Nessas equipes que utilizam transição, ele, pela sua velocidade e capacidade de duelo, consegue aglutinar bastante. Se fosse um jogo mais à maneira do Flamengo seria diferente porque as transições não são tão constantes e, às vezes, este tipo de jogador tem mais dificuldade.”
A declaração de Leonardo Jardim sobre o gramado da Arena da Baixada não apenas pontua um aspecto do recente empate, mas também reacende o debate sobre a qualidade dos campos no futebol brasileiro. A preocupação com a superfície de jogo é crucial para o desempenho técnico e a segurança dos atletas em competições como o Campeonato Brasileiro.
Com a prometida substituição do piso sintético pelo Athletico Paranaense, espera-se que futuros confrontos no estádio possam oferecer condições mais favoráveis para um futebol de alto nível. Essa transição pode representar um avanço significativo para a qualidade dos jogos na arena e para a integridade do esporte, beneficiando equipes e torcedores.









