Acordo encerra disputa judicial milionária entre Flamengo e Guerrero após oito anos, colocando fim a processos que somavam R$ 2 milhões em cobranças.
O Flamengo e o atacante Paolo Guerrero chegaram a um consenso para finalizar uma prolongada batalha judicial que se estendia por oito anos. A notícia foi formalizada na Justiça do Rio de Janeiro, marcando o desfecho de dois processos em que o clube rubro-negro buscava uma indenização que totalizava cerca de R$ 2 milhões do jogador.
Este acordo encerra um capítulo conturbado na relação entre o clube carioca e o centroavante peruano, que se iniciou após a saída do atleta. Os termos financeiros do pacto, no entanto, não foram divulgados, mantendo-se em sigilo para ambas as partes envolvidas.
O início da disputa
A controvérsia teve sua origem em 2017, quando Guerrero testou positivo em um exame antidoping após a ingestão de um chá contendo metabólito da cocaína, durante um jogo das Eliminatórias da Copa do Mundo pela seleção peruana. A suspensão imposta pela FIFA afastou o atacante de confrontos cruciais, incluindo a final da Copa Sul-Americana, afetando diretamente o desempenho do Flamengo na temporada.
O clube, sentindo-se lesado, iniciou as ações judiciais. Uma das cobranças, no valor de R$ 200 mil, referia-se a danos morais, envolvendo tanto Guerrero quanto a Federação Peruana de Futebol.
Detalhes das ações e defesa
A segunda ação, mais substancial, cobrava de Guerrero cerca de R$ 1,8 milhão. Este valor visava a devolução de gastos que o Flamengo teve durante os 120 dias em que o jogador permaneceu suspenso em 2017. O clube argumentou que a situação “maculou” sua imagem institucional.
Em sua defesa, a equipe jurídica de Guerrero rebateu as acusações, declarando:
O Flamengo pretende atribuir a Guerrero consequências econômicas amplas, incluindo a perda de título ou premiação, redução do número de associados, diminuição de vendas, prejuízos com ingressos e impactos sobre patrocínios, com mera intenção de ‘se vingar’ de sua frustração por não ter obtido sua renovação com o atleta, tentando, da pior forma, em mais absoluta e inequívoca má-fé, transferir o risco de sua atividade econômica ao jogador
O encerramento deste caso judicial marca o fim de um longo período de desentendimento entre uma das principais figuras do futebol sul-americano e um gigante do esporte brasileiro.
Embora os detalhes financeiros permaneçam confidenciais, a resolução permite que ambas as partes sigam seus caminhos, com o Flamengo focado em seus desafios futuros e Guerrero em sua carreira atual, livres das amarras de um processo que perdurou por quase uma década.








