O presidente do Flamengo, BAP, comentou sobre a possível investida do clube em Luis Henrique, atacante do Zenit, destacando que a contratação envolve diversas variáveis de mercado.
Após a eliminação precoce na Copa do Brasil para o Vitória, o ambiente na Gávea esquentou. Com a necessidade de qualificar o elenco sob o comando de Leonardo Jardim, a diretoria do Flamengo volta as atenções para a janela de transferências de julho, e o nome do atacante Luis Henrique segue como um dos alvos prioritários na pauta rubro-negra.
Em entrevista ao portal Lance!, o presidente BAP não descartou uma investida pelo jogador, que atualmente defende o Zenit. O dirigente reforçou que o clube mantém um monitoramento constante de talentos, embora a concretização de negociações desse porte dependa de múltiplos fatores financeiros e estratégicos.
Bastidores da negociação
Ao abordar o interesse no camisa 7, o mandatário explicou que o planejamento do clube é cauteloso.
“Existe uma quantidade enorme de jogadores que fazem parte do nosso imaginário e que, nem sempre, temos condições de atrair neste momento. Mas estamos sempre observando as possibilidades de mercado”, afirmou.
O dirigente traçou um paralelo com as recentes movimentações do clube, citando a complexidade de competir com o mercado europeu:
“Foi assim com o Paquetá. Se ele quisesse permanecer na Europa, não teríamos condições de competir. Tudo depende de muitas variáveis, e não apenas da vontade ou do dinheiro que o clube tem”.
Desafios e planejamento
O cenário para a contratação é complexo. Estima-se que o clube russo peça entre 40 e 50 milhões de euros pelo atleta, valor que pode ser inflacionado pela proximidade da Copa do Mundo. Além disso, o Flamengo atravessa um processo de reformulação. Com a saída confirmada de Everton Cebolinha e a possível negociação de outros nomes, como Luiz Araújo e Wallace Yan, a busca por pontas de velocidade tornou-se uma prioridade técnica.
O interesse da diretoria em Luis Henrique permanece vivo, mas o sucesso da operação dependerá, em última instância, do equilíbrio entre as pedidas do Zenit e a disposição do próprio jogador em retornar ao futebol brasileiro. O torcedor rubro-negro aguarda os próximos passos para entender como a cúpula do Fla agirá para recompor o setor ofensivo antes do retorno das competições nacionais.









