CEO da Premier League dispara contra a gestão de Gianni Infantino na Fifa, classificando os recentes projetos da entidade como um movimento de “autodestruição” para o futebol mundial.
A cúpula do futebol inglês subiu o tom contra a administração de Gianni Infantino. Em declarações contundentes, Richard Masters, CEO da Premier League, criticou duramente a proposta de transformar a Copa do Mundo em um negócio subsidiado por investidores externos, sugerindo que a entidade máxima do futebol está perdendo sua essência como organização sem fins lucrativos.
O posicionamento de Masters reflete o crescente descontentamento de federações europeias com a centralização de poder. Para o dirigente, a Fifa deveria atuar estritamente como guardiã do patrimônio esportivo, priorizando a sustentabilidade da modalidade a longo prazo em vez de estratégias comerciais que, segundo ele, comprometem a integridade da competição.
Autodestruição e o futuro da entidade
A crítica central de Masters gira em torno da criação de uma subsidiária para gerir a Copa do Mundo, projeto que ele considera danoso.
“Trata-se de uma ferida causada por nós mesmos. A organização apertou o botão de autodestruição, e as consequências disso agora se refletem nas soluções que precisam ser encontradas”, afirmou o CEO em entrevista repercutida pela Equipe M360.
Para o executivo, o comando da Fifa precisa ser repensado com urgência, exigindo que a entidade seja gerida com maior transparência e foco nos valores históricos do esporte.
Apoio à FA e busca por renovação
O dirigente também reforçou o respaldo à Federação Inglesa de Futebol (FA), que retirou o apoio público à reeleição de Infantino. Na visão de Masters, é imperativo que surja um “candidato de união” para o pleito do próximo ano, cujo compromisso principal seja uma reforma profunda no papel da presidência.
“O futebol mundial precisa de líderes fortes, íntegros e independentes, que estejam dispostos a se manifestar, a questionar quando necessário e a defender com firmeza seus valores e os do futebol mundial”, pontuou.
A postura de Richard Masters sinaliza uma pressão política inédita nos bastidores da Fifa. Com a aproximação das eleições, o debate sobre o modelo de governança da organização promete dominar a agenda das próximas reuniões internacionais, forçando a atual gestão a lidar com um isolamento cada vez maior perante as ligas mais ricas e influentes do planeta.








