Guilherme Smith, do Union SG, reencontra o caminho da elite europeia após superar conflitos e recomeços, visando a Champions League.
A jornada de Guilherme Smith no futebol europeu é uma narrativa de superação e resiliência. Aos 23 anos, o atacante brasileiro do Union Saint-Gilloise se prepara para mais uma participação na fase preliminar da UEFA Champions League, um palco que representa a consolidação de um caminho árduo. Sua trajetória, iniciada nas categorias de base de gigantes cariocas como Fluminense, Vasco e Botafogo, tomou um rumo inesperado em 2021.
A mudança para a Ucrânia, para jogar no Zorya Luhansk, era vista como um passo natural para sua ascensão. No entanto, o início do conflito armado no país o colocou em uma situação de extrema dificuldade, com isolamento e a angústia de não poder se comunicar facilmente com a família. Essa experiência traumática, contudo, não o abalou.
Um Caminho de Resiliência
Após um período de empréstimo ao Braga, em Portugal, onde buscou recuperar ritmo de jogo, Smith tomou uma decisão que define sua mentalidade: dar “passos atrás” para saltos maiores. A ida para o futebol da Estônia, atuando pelo Nõmme Kalju na temporada 2024/25, foi um capítulo dessa estratégia, onde marcou 12 gols em 35 partidas, mostrando seu faro de artilheiro.
Essa fase de “recomeço” o levou, em 2025, ao Union Saint-Gilloise, clube belga que vinha de um título nacional histórico. Ali, Smith encontrou um ambiente propício para sua evolução, adaptando-se à função de ala, um papel mais versátil que amplia suas opções táticas e, quem sabe, chama a atenção da Seleção Brasileira.
Sonhos Europeus e a Força Familiar
A estreia na Champions League contra o gigante Bayern de Munique na temporada anterior foi um marco de realização pessoal. Agora, com a possibilidade de uma nova classificação para a liga europeia, Smith renovou seu contrato com o Union SG até 2030. Seus objetivos são claros: brilhar na Premier League ou em LaLiga.
Ele reconhece a importância de humildade e foco, qualidades que o ajudaram a superar as adversidades, incluindo a falta de contato com a família em momentos críticos. A perspectiva de levar seus pais, que nunca viajaram de avião, para a Europa é um dos motores que o impulsionam a buscar novos sonhos no futebol, sempre com a família como base. A trajetória de Guilherme Smith é um testemunho de que, mesmo diante de cenários adversos, a perseverança pode reescrever o futuro.









